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Mercado Financeiro

Mills (MILS3) Surpreende no 1T26: Receita e Ebitda Disparam com Nova Estratégia; Entenda os Bastidores com a CFO

A Mills (MILS3), empresa notada no mercado de locação de equipamentos para construção civil e indústrias, divulgou resultados expressivos para o primeiro trimestre de 2026 (1T26). A companhia registrou uma receita líquida de R$…

Por Publicado em Atualizado em 5 min de leitura

Mills (MILS3) Apresenta Crescimento Sólido no 1T26: Receita Líquida e Ebitda Avançam Significativamente, Impulsionados por Mudanças Estratégicas Chave

A Mills (MILS3), empresa notada no mercado de locação de equipamentos para construção civil e indústrias, divulgou resultados expressivos para o primeiro trimestre de 2026 (1T26). A companhia registrou uma receita líquida de R$ 461,2 milhões, um aumento de 11,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado também apresentou um crescimento notável de 13,8%, alcançando R$ 235,1 milhões.

Em entrevista exclusiva, a CFO e diretora de Relações com Investidores da Mills, Renata Vaz, detalhou os fatores que impulsionaram esse desempenho operacional. A estratégia da companhia tem se voltado cada vez mais para a consolidação de contratos de locação de longo prazo e a diversificação do seu portfólio de equipamentos, abrindo novos mercados e garantindo maior previsibilidade de receita.

Embora o lucro líquido tenha apresentado um salto impressionante de aproximadamente 190%, de R$ 67,9 milhões para R$ 197 milhões, a executiva ressaltou que este resultado foi pontualmente beneficiado pelo reconhecimento de créditos tributários extemporâneos. Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido se manteria mais alinhado com o registrado no primeiro trimestre de 2025, o que não diminui a relevância do avanço operacional.

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Diversificação Estratégica: Além das Plataformas Elevatórias

Tradicionalmente reconhecida pela locação de plataformas elevatórias, essenciais para trabalhos em altura em diversos setores, a Mills tem expandido sua atuação de forma proativa. A CFO explicou que o mercado de plataformas elevatórias, embora importante, possui um escopo limitado para o crescimento contínuo da empresa, dado o market share já consolidado.

“Plataforma elevatória é um mercado endereçável pequeno e a gente já tem um market share relevante. Então, para continuar crescendo como companhia, é mais difícil vindo só desse produto”, afirmou Vaz. Diante disso, a Mills incorporou recentemente duas novas frentes de negócio: a linha amarela e empilhadeiras.

A linha amarela, introduzida em 2022, abrange a locação de máquinas pesadas como escavadeiras, pás carregadeiras e tratores, atendendo a setores estratégicos como infraestrutura, agronegócio e mineração. Já a operação de empilhadeiras, iniciada em meados de 2024, foca na movimentação de cargas, com forte penetração no segmento logístico.

Contratos de Longo Prazo: A Chave para a Previsibilidade

O objetivo com essas novas frentes é aumentar sua participação nos resultados trimestrais, ampliando o mercado endereçável da companhia e, consequentemente, impulsionando o crescimento da receita e do Ebitda. Vaz destacou a diferença fundamental entre os tipos de contratos que essas novas linhas de negócio permitem.

“Hoje, quase metade da receita da Mills vem do produto que a gente chama de plataforma elevatória, que é o nosso carro-chefe. Só que esses equipamentos estão muito concentrados em contratos de curto prazo, dado que ele é mais uma ferramenta de trabalho do que um equipamento de produção”, explicou a executiva. Os equipamentos de linha amarela e empilhadeiras, por outro lado, oferecem a possibilidade de contratos de longo prazo, o que confere maior previsibilidade aos resultados.

No primeiro trimestre de 2026, as plataformas elevatórias representaram 48% da receita, uma redução em relação aos 59% do ano anterior, enquanto cerca de 55% da receita já provém de contratos com duração superior a 12 meses. “Isso mostra que estamos crescendo nas outras frentes. Não estamos diminuindo a plataforma elevatória, mas, sim, ampliando a companhia”, ressaltou a CFO.

Capex Controlado e Gestão Conservadora de Capital

Apesar da expansão estratégica, a Mills mantém uma abordagem conservadora na alocação de capital. Os investimentos (Capex) totalizaram aproximadamente R$ 100 milhões no 1T26, um valor inferior aos R$ 170 milhões registrados no mesmo período de 2025. Essa gestão visa otimizar o retorno sobre o capital investido.

“A gente está fazendo investimento e, aos poucos, vai mobilizando o resultado frente a esse capex. Então, conforme essas duas unidades de negócio vão tomando corpo, a gente vai mobilizando novos contratos”, comentou Vaz. A empresa prioriza o investimento com demanda contratada para evitar ociosidade e garantir a eficiência operacional.

Para o ano de 2026, a expectativa é de um Capex entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões, mantendo um patamar similar ao do ano anterior, o que indica uma estratégia de investimento contínua, mas controlada.

Alavancagem em Queda e Fortalecimento do Caixa

Outro ponto positivo divulgado no balanço do primeiro trimestre foi a redução da alavancagem da companhia. A relação Dívida Líquida/Ebitda caiu para 1,1 vez, ante 1,4 vez no mesmo período de 2025. Essa melhora é atribuída à maior geração de caixa e a uma gestão mais eficiente do endividamento.

A executiva destacou a redução do custo médio da dívida, que passou de CDI +1,44% para CDI +1,08%, e o fato de 95% do endividamento estar no longo prazo, o que contribui para a estabilidade financeira da Mills. O fortalecimento do caixa é um reflexo direto dessa gestão e do desempenho operacional positivo.

Dividendos vs. Crescimento: A Prioridade da Mills

Nos últimos 12 meses, as ações da Mills acumulam uma valorização superior a 24%, impulsionada tanto pela melhoria operacional quanto por fatores de mercado, como a inclusão em índices de small caps. A companhia também tem elevado a distribuição de dividendos, com um payout de cerca de 86% em 2025.

No entanto, a CFO ressaltou que o foco principal da empresa não é ser uma pagadora de dividendos. “A empresa não é conhecida como uma pagadora de dividendos. A gente é muito mais de crescimento. Então, por regra, a gente costuma distribuir o mínimo obrigatório do lucro, que são os 25%”, explicou Vaz. A companhia mantém flexibilidade para alocar recursos em dividendos, M&A, recompra de ações ou novos investimentos, priorizando as oportunidades que melhor se alinham à sua estratégia de crescimento.

Conclusão Estratégica Financeira

A Mills (MILS3) demonstra uma estratégia de crescimento bem definida e executada, focada na diversificação de portfólio e na consolidação de contratos de longo prazo. A introdução da linha amarela e das empilhadeiras não apenas amplia o mercado endereçável, mas também traz maior previsibilidade de receita e Ebitda, reduzindo a dependência de contratos de curto prazo.

Os impactos econômicos diretos incluem o aumento da receita líquida e do Ebitda, além da melhoria na margem operacional decorrente de contratos mais estáveis. Indiretamente, a estratégia pode fortalecer o valuation da empresa, atraindo investidores que buscam crescimento sustentável e previsível. A redução da alavancagem e o fortalecimento do caixa indicam uma gestão financeira prudente, minimizando riscos.

Para investidores, a Mills apresenta um cenário promissor, com potencial de valorização através da expansão de novas linhas de negócio e da consolidação de sua posição no mercado. A empresa demonstra capacidade de adaptação e visão de futuro, o que é crucial em um setor competitivo. A tendência futura aponta para um crescimento contínuo, com a diversificação se tornando cada vez mais relevante para os resultados da companhia.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você achou dos resultados da Mills e da sua estratégia de diversificação? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários abaixo!

Quem escreveu

Vinícius Hoffmann Machado

Engenheiro com experiência corporativa em Operações, Logística, Planejamento e Finanças, atuando na conexão entre execução e estratégia. Especialista em otimização de custos, gestão orçamentária e integração entre processos produtivos e financeiros. Forte base analítica, com foco em indicadores, performance e tomada de decisão orientada por dados. Escreve sobre economia, finanças e eficiência empresarial, conectando teoria à prática do mundo real.

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