Exportação de Café Brasileiro em Maio Mostra Resiliência com Impulso dos Canéforas
As exportações brasileiras de café verde apresentaram um respiro em maio, registrando a primeira alta mensal em comparação com o mesmo período do ano anterior desde novembro de 2024. Este movimento positivo foi significativamente impulsionado pelos cafés canéforas (robusta e conilon), que demonstraram um crescimento expressivo, contrastando com a queda observada nos embarques de grãos arábica.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou que foram embarcadas 2,73 milhões de sacas de 60 kg em maio, um aumento de 4,2% em relação a maio de 2025. Essa recuperação, embora modesta, é um indicador importante em um cenário onde os estoques brasileiros foram significativamente reduzidos após um ano de exportações recordes em 2024.
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, atribui este desempenho à transição natural da entressafra para o início da colheita da nova safra. A leve alta em maio, segundo ele, reflete a entrada de cafés colhidos mais recentemente, com destaque para os canéforas. A expectativa é que os arábicas sigam essa tendência nos próximos meses, à medida que a nova safra ganha ritmo.
As exportações brasileiras de café verde somaram 2,73 milhões de sacas de 60 kg em maio, alta de 4,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, impulsionadas por avanço expressivo dos embarques de canéforas, enquanto as vendas de grãos arábica recuaram antes de a colheita da nova safra ganhar ritmo, informou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foi a primeira alta mensal em relação ao mesmo mês do ano anterior desde novembro de 2024, ano que o Brasil fechou com exportações recordes, o que reduziu os estoques desde então, segundo dados do Cecafé. Os embarques de café canéfora (robusta e conilon) atingiram 601.756 sacas no mês passado, um salto de 193% ante o mesmo mês do ano passado, enquanto os embarques de arábica recuaram 11,9%, para 2,13 milhões de sacas. O desempenho está dentro do previsto diante do cenário atual de mercado, com a transição da entressafra para a chegada da nova colheita, que começa a ganhar velocidade, disse o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira. “A leve alta em maio reflete a entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas, que são nossos conilon e robusta, movimento que deveremos observar com os arábicas a partir dos próximos meses também”, disse Ferreira, em nota.
O Papel Crucial dos Cafés Canéforas na Recuperação das Exportações
Os números de maio destacam a força dos cafés canéforas. Os embarques deste tipo de grão, que incluem o robusta e o conilon, saltaram impressionantes 193% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 601.756 sacas. Esse desempenho robusto contrasta com a queda de 11,9% nas exportações de cafés arábica, que totalizaram 2,13 milhões de sacas.
Essa disparidade nos volumes exportados reflete as particularidades de cada tipo de café e o momento da safra. Os canéforas, com ciclo de colheita antecipado em muitas regiões, já estão disponíveis em maior volume para exportação, suprindo a demanda enquanto a colheita principal de arábica ainda ganha força. A produção brasileira de conilon, em particular, tem apresentado crescimento e melhoria de qualidade, tornando-se um diferencial competitivo no mercado internacional.
Projeções Otimistas para a Nova Safra e o Segundo Semestre
Olhando para frente, as perspectivas são de otimismo. O presidente do Cecafé projeta que o Brasil deve aumentar seus volumes de café exportados nos próximos meses, impulsionado por uma safra estimada como recorde. As condições climáticas favoráveis em grande parte do cinturão cafeeiro brasileiro contribuíram para uma safra com excelente qualidade, produtividade elevada e, consequentemente, bom volume.
Ferreira acredita que, em condições normais, o país observará um crescimento consistente nos embarques, especialmente a partir do segundo semestre. Essa expectativa é fundamental para a economia brasileira, dado o peso do café nas exportações e na geração de divisas. A capacidade de atender à demanda internacional com qualidade e volume é um fator chave para manter a posição do Brasil como líder mundial no mercado de café.
Receita Cambial e o Impacto da Queda nos Preços Internacionais
Apesar do aumento no volume total exportado em maio, que somou 3,09 milhões de sacas (incluindo industrializados), um crescimento de 3,6% na comparação anual, a receita cambial registrou uma queda de 16%, atingindo US$ 1,05 bilhão. Essa redução na receita está diretamente ligada à queda de 18,9% no preço médio por saca, que ficou em US$ 340,06.
A pressão sobre os preços é um fator a ser observado. A queda na receita, mesmo com o aumento do volume, sinaliza que o mercado internacional pode estar mais sensível a preços, ou que outros fatores, como a valorização do real frente ao dólar, podem estar influenciando a rentabilidade em moeda nacional. A dinâmica de oferta e demanda global, juntamente com fatores macroeconômicos, continuará a moldar os preços nos próximos meses.
Desempenho Acumulado no Ano: Um Contexto de Ajustes
No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, as exportações de café brasileiro totalizaram 14,745 milhões de sacas, representando um declínio de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As divisas geradas também recuaram, somando US$ 5,552 bilhões, uma queda de 14,6%.
Essa queda no acumulado do ano, conforme explicado por Ferreira, é um reflexo de uma safra anterior menor e das exportações volumosas realizadas em períodos anteriores que impactaram os estoques. É importante notar que o desempenho de um ano para outro pode apresentar variações significativas, influenciado por ciclos de produção, condições climáticas e a dinâmica do mercado global.
Conclusão Estratégica Financeira
O desempenho das exportações de café em maio, com o impulso dos canéforas, demonstra a capacidade de adaptação e resiliência do setor cafeeiro brasileiro. Para os investidores e empresários do agronegócio, este cenário sugere a importância de diversificar a produção e estar atento às diferentes demandas do mercado internacional. A força dos canéforas pode representar uma oportunidade de investimento em regiões e tecnologias que favoreçam esse tipo de café.
Os riscos incluem a volatilidade dos preços internacionais, as flutuações cambiais e os impactos de eventos climáticos imprevisíveis. A queda na receita cambial, apesar do aumento de volume, reforça a necessidade de estratégias que considerem a gestão de risco de preço e a busca por mercados que ofereçam melhores margens. A tendência futura aponta para um mercado que valoriza a qualidade e a sustentabilidade, e o Brasil, com sua vasta capacidade produtiva e diversidade de grãos, está bem posicionado para atender a essa demanda.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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