Pesquisa Quaest: Empate Técnico no Segundo Turno Entre Lula e Flávio Bolsonaro Sinaliza Instabilidade Política e Econômica em 2026
A mais recente pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (14) pela Quaest revela um cenário de acirramento na disputa presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados. Lula detém 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 40%. Essa proximidade nos números, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, sugere um embate polarizado.
A pesquisa, que marca a estreia da Quaest para o Grupo Globo, substitui a Genial Investimentos no financiamento dos levantamentos. O recuo de 1 ponto percentual de Lula, que possuía 44% no levantamento anterior de 5 de agosto, e o crescimento de 1 ponto de Flávio Bolsonaro, que saltou de 39% para 40%, reduziram a diferença entre ambos de 5 para 3 pontos. Essa dinâmica aponta para uma eleição em aberto, com potencial para influenciar diretamente o ambiente de negócios e a confiança dos investidores.
Ainda na projeção para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os votos brancos, nulos ou a declaração de não votar totalizaram 13%, e os indecisos representaram 4%, mantendo-se estáveis em relação à pesquisa anterior. Essa parcela de eleitores ainda não decididos é crucial e pode ser o fiel da balança em um cenário tão competitivo, adicionando uma camada de imprevisibilidade ao quadro político-econômico.
A pesquisa é uma realização da Quaest para o Grupo Globo, com base em consultas realizadas presencialmente a 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-06773/2026.
Outros Cenários de Segundo Turno e o Desempenho de Lula
A pesquisa Quaest também explorou outros cenários de segundo turno envolvendo o presidente Lula. Contra Romeu Zema (Novo), Lula venceria por 45% a 34%, uma ligeira queda em relação aos 46% a 34% registrados anteriormente. Diante de Ronaldo Caiado (PSD), a vantagem de Lula seria de 44% a 37%, ante 45% a 37% na pesquisa passada. Em um confronto com Renan Santos (Missão), Lula manteria uma liderança de 44% a 36%, comparado a 45% a 35% na medição anterior. Esses resultados indicam uma consistência na capacidade de Lula de atrair votos em diferentes polarizações, mas também mostram a crescente força de seus potenciais adversários.
Primeiro Turno: Lula Lidera, mas Flávio Bolsonaro Ganha Tração
No cenário de primeiro turno, a pesquisa Genial/Quaest aponta Lula com 38% das intenções de voto, uma leve queda em relação aos 39% de 5 de agosto. Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou uma evolução, saindo de 30% para 31%. Outros pré-candidatos como Ronaldo Caiado e Renan Santos mantiveram 4% das intenções, e Romeu Zema permaneceu com 2%. Augusto Cury (Avante) subiu de 1% para 2%, enquanto Samara Martins (UP) se manteve com 1%. A pesquisa detalha a ausência de pontuação para outros nomes, como Cabo Daciolo e Edmilson Costa, e a manutenção em 8% para brancos/nulos e 10% para indecisos.
Um dado relevante é que 69% dos entrevistados já definiram seu voto para o primeiro turno, um percentual estável em relação à pesquisa anterior. No entanto, 30% ainda podem mudar sua escolha, o que demonstra a fluidez do eleitorado e a importância das campanhas nos próximos meses. Essa margem de eleitores indecisos ou passíveis de mudança é um indicador de que a corrida eleitoral ainda está longe de ser definida, impactando diretamente a previsibilidade econômica.
Pesquisa Espontânea e Níveis de Rejeição
Na modalidade espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula foi citado por 25% dos entrevistados, sem alteração desde 5 de agosto. Flávio Bolsonaro, contudo, viu sua citação subir de 18% para 19%. A pesquisa espontânea é um termômetro importante para medir o reconhecimento e a lembrança dos candidatos sem influência direta. Outros nomes foram citados por 3%, e 51% se declararam indecisos, com 2% de brancos/nulos/não votantes.
A rejeição aos candidatos também é um fator crítico. 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula para um quarto mandato, um percentual estável em relação à pesquisa anterior. Flávio Bolsonaro também manteve seus 54% de rejeição. Esses altos índices de rejeição para ambos os pré-candidatos reforçam a tese de um eleitorado dividido e com forte resistência a uma das opções, o que pode levar a um cenário de voto útil ou protesto.
Avaliação do Governo Lula: Aprovação e Desaprovação
A pesquisa Genial/Quaest também abordou a avaliação do governo Lula. Do ponto de vista da desaprovação, 48% dos entrevistados desaprovam a gestão atual, enquanto 46% a aprovam. Essa divisão reflete a polarização política observada em outros indicadores. Quanto à avaliação geral, 37% consideram o governo negativo, 36% o veem como positivo e 25% o classificam como regular, com 2% de indecisos.
Esses números sobre a aprovação e desaprovação do governo têm implicações diretas na economia. Um governo com alta aprovação tende a gerar mais confiança no mercado, atraindo investimentos e estimulando o consumo. Por outro lado, a desaprovação pode gerar incertezas e retrair a atividade econômica. A estabilidade nesse cenário é um fator a ser observado de perto pelos agentes econômicos.
Conclusão Estratégica Financeira: Navegando na Incerteza Política e Econômica
A pesquisa Quaest aponta para um cenário de persistente volatilidade política e econômica no Brasil. O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, juntamente com os altos índices de rejeição, sugere que qualquer que seja o resultado em 2026, o país poderá enfrentar desafios significativos para a estabilidade e o crescimento econômico. Os impactos econômicos diretos e indiretos de um cenário de incerteza política prolongada podem se manifestar em maior volatilidade do câmbio, juros mais altos e menor fluxo de investimentos estrangeiros.
Os riscos financeiros associados a este cenário incluem a dificuldade em planejar políticas econômicas de longo prazo, a instabilidade regulatória e o aumento do custo de capital. Por outro lado, oportunidades podem surgir para setores mais resilientes ou para aqueles que conseguirem se adaptar rapidamente às mudanças. Para investidores, empresários e gestores, a leitura do cenário é de cautela e a necessidade de diversificação de portfólio e de estratégias de hedge contra riscos políticos. A tendência futura aponta para um período de adaptação e negociação constante, onde a capacidade de antecipar e reagir a movimentos políticos será crucial para a sustentabilidade financeira.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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