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Economia Global

Inovação Brasileira em 2024: Taxa de 64,4% Revela Desafios e Oportunidades para Empresas

Em 2024, o Brasil registrou uma taxa de inovação de 64,4% entre as empresas com 100 ou mais ocupados nas indústrias extrativas e de transformação. Este índice, que representa a introdução de novos produtos…

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Inovação Brasileira em 2024: Taxa de 64,4% Revela Desafios e Oportunidades para Empresas

Em 2024, o Brasil registrou uma taxa de inovação de 64,4% entre as empresas com 100 ou mais ocupados nas indústrias extrativas e de transformação. Este índice, que representa a introdução de novos produtos ou processos de negócios, apresentou uma ligeira queda em relação ao ano anterior, marcando a terceira redução consecutiva desde 2021. A pesquisa, divulgada pelo IBGE, destaca a importância contínua da inovação para a competitividade do setor produtivo nacional.

Apesar da queda, a inovação permanece uma realidade para a maioria das grandes empresas brasileiras. No entanto, o cenário econômico, com a alta da taxa de juros e a estabilização das atividades pós-pandemia, pode ter influenciado esse desempenho. Empresas de maior porte continuam liderando, com 75,4% das que possuem mais de 500 funcionários inovando.

O levantamento da Pesquisa de Inovação Semestral 2024 (Pintec) do IBGE revela nuances importantes sobre a inovação no país. A taxa de inovação em produto e processo de negócios caiu para 32,7%, e a inovação exclusiva em produto também atingiu seu menor patamar. Contudo, a inovação apenas em processos de negócios mostrou um crescimento, indicando uma adaptação estratégica por parte de algumas empresas. Estes dados são fundamentais para a formulação de políticas públicas e decisões empresariais estratégicas.

Setores Líderes e Desafios da Inovação

O setor de fabricação de produtos químicos liderou o ranking de inovação, com 84,5% das empresas apresentando novidades. Em seguida, destacam-se a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e a fabricação de móveis (77,1%). Em contrapartida, a fabricação de produtos do fumo registrou a menor taxa de inovação, com 29,8%. A pesquisa também indicou que 32,9% das empresas investiram em pesquisa e desenvolvimento (P&D) interno, o menor percentual desde 2021.

Investimentos em P&D e Apoio Público

Os gastos com P&D em 2024 totalizaram cerca de R$ 39,9 bilhões, um aumento nominal em relação ao ano anterior. A maior parte desse investimento veio de empresas da indústria de transformação. Notavelmente, o uso de apoio público por empresas inovadoras cresceu, atingindo 38,6%, com o incentivo fiscal sendo o instrumento mais utilizado. A expectativa para 2025 é que a maioria das empresas inovadoras mantenha ou aumente seus investimentos em P&D.

Oportunidades e Riscos Econômicos na Inovação

A análise da taxa de inovação em 2024 revela um cenário de consolidação e adaptação. A leve queda, atribuída à conjuntura econômica e à normalização pós-pandemia, exige atenção. Empresas que não acompanham o ritmo de inovação correm o risco de perder competitividade, enquanto aquelas que investem em P&D e buscam apoio público podem encontrar oportunidades significativas de crescimento e otimização de custos.

O aumento nos gastos nominais com P&D, mesmo com a queda percentual no investimento interno, sugere uma resiliência e foco em inovação. A maior utilização de apoio público demonstra uma busca por eficiência e alavancagem de recursos. Para investidores e gestores, a análise desses indicadores é crucial para identificar setores e empresas com maior potencial de retorno e menor risco.

Perspectivas e Estratégias para o Futuro

A expectativa de manutenção ou aumento dos gastos com P&D em 2025 é um sinal positivo, indicando que as empresas brasileiras reconhecem a inovação como um pilar estratégico. O desafio será reverter a tendência de queda na taxa geral de inovação, possivelmente através de políticas de incentivo mais eficazes e um ambiente econômico mais favorável. Empresas devem focar em inovação de processos e produtos que gerem valor sustentável, impactando positivamente seus fluxos de caixa e valuation no longo prazo.

Quem escreveu

Vinícius Hoffmann Machado

Engenheiro com sólida carreira corporativa em operações, planejamento e finanças — onde a estratégia vira número e o número vira decisão. No Eruption Global, traduz essa visão analítica em artigos sobre economia, mercado e decisões financeiras.

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