Siemens: A Revolução da IA na Indústria Brasileira é Urgente e Define o Futuro Competitivo
A inteligência artificial (IA) e a digitalização deixaram de ser tendências futurísticas para se tornarem pilares essenciais à sobrevivência e competitividade da indústria. Para empresas que ainda hesitam em adotar essas tecnologias, o risco de ficar para trás é iminente, criando lacunas difíceis de superar em um mercado global cada vez mais veloz.
Executivos da Siemens, líder em tecnologia industrial, enfatizam que a velocidade da transformação digital se tornou uma métrica mais crítica do que o tradicional Retorno sobre o Investimento (ROI). Ignorar essa realidade pode significar a obsolescência em um cenário onde a inovação avança em passos exponenciais, especialmente com os desafios econômicos atuais do Brasil.
Neste contexto, a Siemens Digital Industries Software para as Américas e América do Sul trazem uma perspectiva clara: a adoção de IA e softwares de otimização não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica. Acompanhar a taxa de transformação de concorrentes que já implementaram essas soluções é um desafio monumental, tornando a hesitação um luxo que poucas empresas podem se permitir.
A adesão de tecnologias como IA e softwares de otimização se tornou um tema central de competitividade para as indústrias. “Uma questão de sobrevivência”. Enquanto a digitalização pode gerar lacunas que demorariam anos para serem atingidas por outros concorrentes, pessoas do setor já avaliam que a taxa de transformação se tornou uma métrica mais relevante que o Retorno sobre o Investimento (ROI).
Essa é a avaliação feita por executivos da Siemens dentro e fora do Brasil. Em entrevista ao InfoMoney, o presidente da Siemens Digital Industries Software para as Américas, Del Costy, avaliou que o atraso em adotar tecnologias de inteligência artificial nas fábricas já abre lacunas quase irreversíveis entre competidores do mesmo setor.
“Em uma era onde estamos vendo retornos exponenciais em IA e digitalização, fechar uma lacuna de 18 meses de um concorrente que começou a trabalhar com IA hoje, e você vai fazer isso em um ano e meio, vai ser quase impossível”, afirmou. “O retorno sobre o investimento é importante, mas eu diria que hoje em dia, não tenho certeza se é o fator mais importante.”
Há anos, o setor da Siemens dedicado a tecnologias de digitalização para a indústria entrou de cabeça em temas como os gêmeos digitais. Trata-se de simulações em tempo real de todo o funcionamento de uma fábrica com reprodução em 3D auxiliada por inteligência artificial.
A companhia foi uma das exibidoras no Hannover Messe, uma das maiores feiras de tecnologia industrial do mundo, neste ano. A edição de 2026 teve o Brasil como um país parceiro: foram exibidos casos de mais de 140 empresas e 59 startups brasileiras no evento.
Parte desses casos, como tecnologias desenvolvidas em fábricas da Natura e da Embraer, contaram com tecnologia da Siemens. Na avaliação de executivos, as indústrias brasileiras hoje já aplicam tecnologia de digitalização de ponta em suas fábricas a níveis observados no Hemisfério Norte.
“Não posso dizer que era assim quando comecei há 11 ou 12 anos. As conversas naquela época não eram nem de longe tão estratégicas quanto são hoje”, diz Costy, que há mais de uma década tem visitas a parceiros brasileiros na sua agenda. “As conversas que temos com os clientes aqui hoje são muito parecidas com as que temos nos EUA e na Europa.”
Parte da avaliação feita pelo country manager da Siemens Digital Industries Software na América do Sul, Daniel Scuzzarello, é a de que a digitalização de fábricas brasileiras, em muitos casos com um maquinário não renovado há décadas, possa ser a ponte para resolver lacunas tecnológicas ou de automação e levar o Brasil a um nível de competitividade global.
Ele defende que com os altos juros no Brasil, a digitalização deixa de ser apenas uma questão de eficiência para significar também a sobrevivência de indústrias locais. “Vejo muitas empresas sendo mais conservadoras no investimento por causa disso, porque a Selic é 14,75% ou 15%. É difícil conseguir crédito, porque pode ser uma projeção de retorno sobre investimento (ROI) mais longa do que o esperado”, aponta.
Leia a entrevista completa com Del Costy e Daniel Scuzzarello a seguir.
Hannover Messe e o Metaverso Industrial: O Futuro em 3D
A recente Hannover Messe destacou a industrialização através da IA Generativa como tema central. A Siemens aposta na integração de dados de engenharia e produção em grandes modelos de linguagem, um passo crucial para destravar o potencial da IA. A parceria com a NVIDIA no desenvolvimento do “metaverso industrial” e a tecnologia de Gêmeos Digitais permite simulações fotorrealistas do chão de fábrica.
Essas simulações, alimentadas por dados reais, oferecem insights valiosos para otimizar a produção e planejar operações com precisão sem precedentes. A capacidade de criar um ambiente virtual tão fiel quanto a realidade física abre novas fronteiras para a eficiência e a tomada de decisão estratégica, demonstrando o poder da convergência entre o físico e o digital.
Desafios da IA na Fábrica: Dados e Digitalização como Pré-requisitos
A implementação eficaz da inteligência artificial nas fábricas exige uma base sólida de dados. O principal desafio reside na capacidade de coletar, agregar, estruturar e contextualizar essas informações. Sem uma instrumentação adequada do ambiente de produção, muitas empresas se deparam com a falta de dados essenciais para treinar e operar sistemas de IA.
O primeiro passo, portanto, é a digitalização completa da fábrica. Isso inclui a atualização de medidores, a implementação de mecanismos de coleta de dados via IoT em níveis de máquina, linha e planta. Somente após estabelecer essa infraestrutura de dados em tempo real é possível evoluir para a criação de um gêmeo digital, permitindo a otimização e a captura de ganhos significativos com a IA.
Brasil na Vanguarda Digital: Competitividade Global em Construção
Nos últimos cinco anos, o Brasil tem demonstrado um notável avanço na adoção de tecnologias de digitalização industrial. Executivos da Siemens observam que as conversas com clientes brasileiros se equiparam às realizadas nos EUA e Europa, indicando um amadurecimento estratégico do setor. A digitalização surge como uma ponte crucial para superar lacunas tecnológicas e de automação, elevando a competitividade do país no cenário global.
O country manager da Siemens Digital Industries Software na América do Sul, Daniel Scuzzarello, ressalta o potencial de setores como mineração, petróleo, manufatura e energia limpa, impulsionados por uma força de trabalho qualificada e universidades que formam engenheiros e cientistas de ponta. Setores tradicionais como automotivo e aeroespacial lideram a digitalização, mas a indústria de processo, incluindo alimentos, bebidas e farmacêutica, também avança rapidamente, buscando ganhos de produtividade diante da pressão por margens.
Digitalização como Imperativo de Sobrevivência em Juros Altos
No Brasil, a digitalização transcende a busca por eficiência, tornando-se uma questão de sobrevivência, especialmente em um cenário de juros elevados. Com a taxa Selic em patamares como 14,75% ou 15%, o acesso a crédito se torna mais oneroso e as projeções de ROI podem se estender, levando empresas a serem mais conservadoras em seus investimentos.
No entanto, o custo da inação pode ser ainda maior. Em uma era de retornos exponenciais em IA e digitalização, a incapacidade de acompanhar a velocidade de um concorrente que já adota essas tecnologias pode se tornar um obstáculo intransponível. A Siemens, ciente dessa realidade, tem focado em oferecer projetos com pacotes menores e de retorno mais imediato, construindo confiança para investimentos contínuos.
Conclusão Estratégica: Navegando a Transformação Digital no Cenário Brasileiro
A digitalização e a adoção de IA na indústria brasileira não são apenas um caminho para a eficiência, mas um imperativo de sobrevivência em um ambiente econômico desafiador, marcado por juros altos. A taxa de transformação digital se mostra mais crucial do que o ROI tradicional, pois a agilidade em responder às mudanças do mercado e liderar inovações pode definir o futuro de uma empresa.
Os riscos financeiros de não investir em digitalização são significativos, podendo levar à obsolescência e perda de competitividade. Por outro lado, as oportunidades residem na capacidade de otimizar processos, reduzir custos operacionais e, consequentemente, melhorar margens e receita. Mesmo com maquinário antigo, a digitalização e o uso de gêmeos digitais permitem decisões mais informadas sobre atualizações e modernizações, evitando investimentos desnecessários.
Para investidores e gestores, a leitura do cenário indica uma tendência clara: empresas que abraçarem a transformação digital de forma estratégica estarão mais bem posicionadas para prosperar. A capacidade de integrar IA para analisar dados de clientes, identificar tendências e inovar em produtos e serviços será um diferencial competitivo decisivo. O futuro da indústria brasileira depende da sua capacidade de adaptação e inovação tecnológica.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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