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Mercado Financeiro

Goldman Sachs Revela 13 Ações Para Comprar na Queda da Bolsa e 5 Que Podem Decepcionar

O cenário econômico atual apresenta desafios, com um Federal Reserve mais restritivo, a baixa exposição do Brasil ao boom da inteligência artificial e a proximidade das eleições presidenciais. Nesse contexto de incertezas, o Goldman…

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Goldman Sachs Aponta 13 Ações Preferidas e 5 Preteridas para Navegar na Correção da Bolsa Brasileira

O cenário econômico atual apresenta desafios, com um Federal Reserve mais restritivo, a baixa exposição do Brasil ao boom da inteligência artificial e a proximidade das eleições presidenciais. Nesse contexto de incertezas, o Goldman Sachs divulgou uma análise detalhada, selecionando 13 ações brasileiras com potencial de valorização e identificando cinco que, segundo o banco, podem ter desempenho inferior.

A tese central do Goldman Sachs para a seleção de ações é a “reversão à média”. O índice MSCI Brazil, que acompanha as principais ações brasileiras para investidores estrangeiros, já acumula uma queda de 17% desde os picos de abril. O banco enxerga espaço para recuperação, especialmente se o ciclo de juros começar a se normalizar. A expectativa é que a queda nos juros reais abra margem para valorização, considerando que o indicador para títulos públicos opera perto de máximas históricas, pressionando setores domésticos.

As ações recomendadas para compra negociam, em mediana, a 10,1 vezes o lucro projetado para 2026, o que representa um desconto de aproximadamente 7% em relação à média dos últimos cinco anos. Além disso, a maioria dessas empresas possui gatilhos de valorização previstos para os próximos 12 meses. Dentre os destaques, o Goldman Sachs aponta a Petrobras (PETR4) na ponta positiva e o Banco do Brasil (BBAS3) na negativa, analisando as teses que sustentam cada recomendação.

O Globo

As Ações Preferidas do Goldman Sachs para Comprar

A lista de 13 ações selecionadas pelo Goldman Sachs para aproveitar a atual correção da bolsa brasileira inclui nomes de diversos setores. A estatal Petrobras (PETR4) lidera as preferências, com um valuation considerado baixo, proventos atrativos e um potencial gatilho político. O banco projeta a ação negociando a cerca de 4 vezes o lucro de 2026, com um FCF yield de 18% em 2027 e dividend yield na mesma casa. As eleições presidenciais são vistas como um catalisador, assim como a expectativa de produção acima do guidance.

No setor financeiro, o Itaú Unibanco (ITUB4) é a aposta de qualidade. O Goldman projeta o maior ROE do setor, de 25,4% em 2026, e destaca a resiliência da instituição, que não viu seu retorno sobre patrimônio cair abaixo do custo de capital desde 2021. O BTG Pactual (BPAC11) é recomendado por sua natureza pró-cíclica, beneficiando-se de um cenário de Selic mais baixa, com expansão internacional e ROE estimado em 27% para 2026.

O banco digital Nubank (NU) integra a carteira como um bloco de crescimento estrutural, com projeção de expansão de 41% no lucro por ação entre 2025 e 2028, negociando com desconto frente a pares globais. A construtora Cyrela (CYRE3) atrai pela valuation deprimida, negociando a cerca de 6 vezes o lucro de 2026, com potencial de valorização em terrenos de alto padrão em São Paulo. A Bradesco Saúde (SAUD3) é uma escolha defensiva, com forte caixa líquido e foco em planos de saúde de alta renda, oferecendo proteção em cenários de juros altos.

Outras ações que completam a lista de preferidas são: GPS (GGPS3), vista como consolidada de um mercado fragmentado; Lojas Renner (LREN3), com histórico de execução e retorno total ao acionista estimado entre 11% e 14% em 2026; Smartfit (SMFT3), beneficiada por uma proposta de valor e preço atrativos; Vibra (VBBR3), negociando a um valuation pouco exigente em um mercado competitivo; Direcional (DIRR3), impulsionada pelo programa Minha Casa, Minha Vida; Rede D’Or (RDOR3), aliando crescimento hospitalar a margens positivas da SulAmérica; e Sabesp (SBSP3), com destaque em saneamento e catalisadores como o programa UniversalizaSP.

Ações com Potencial de Desempenho Inferior

Na ponta negativa, o Goldman Sachs destaca o Banco do Brasil (BBAS3) como a principal recomendação de venda. O banco americano observa um aumento na inadimplência acima de 90 dias, puxada pela carteira rural, que representa 34% do total e onde o BB tem 73% de participação de mercado. As projeções de ROE para 2026 e 2027 estão abaixo do custo de capital, e o banco estima uma deterioração em valor econômico.

Apesar de negociar a um múltiplo atrativo, o Goldman Sachs não vê espaço para reprecificação enquanto a carteira rural continuar a pressionar os resultados. A inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,5% no primeiro trimestre de 2025 para 5,0% no mesmo período de 2026, a piora mais acentuada entre os grandes bancos. As projeções de ROE de 10,0% em 2026 e 12,7% em 2027 estão abaixo do custo de capital de 15,4%.

Entre as outras recomendações de venda, o Goldman aponta a CSN (CSNA3), com fluxo de caixa livre negativo projetado para 2026 e 2027 devido a despesas financeiras e capex. A CSN Mineração (CMIN3) é afetada por uma visão estruturalmente baixista para o minério de ferro e dívidas fora do balanço. A Engie Brasil (EGIE3) negocia a um valuation considerado exigente, com baixa TIR real e pouco espaço para elevar proventos.

Por fim, a Telefônica Brasil (VIVT3) tem uma avaliação que, segundo o banco, já precifica seu posicionamento premium, com risco de desaceleração no crescimento do fluxo de caixa. Essas cinco ações representam, na visão do Goldman Sachs, oportunidades de venda ou de menor atratividade no cenário atual.

Análise do Cenário e Tese de “Reversão à Média”

O Goldman Sachs baseia suas recomendações em um cenário macroeconômico complexo, mas identifica a “reversão à média” como um fator chave para a valorização de ações subavaliadas. A queda recente do Ibovespa e do MSCI Brazil, em parte impulsionada por fatores externos como a política monetária nos EUA e a baixa exposição a temas como inteligência artificial, criou um ambiente propício para a seleção de ativos com bom potencial de recuperação.

A expectativa de normalização do ciclo de juros no Brasil é um dos principais pilares dessa tese. Juros reais elevados tendem a penalizar ações de crescimento e setores mais sensíveis ao custo do crédito. Com a perspectiva de cortes na Selic, empresas com fundamentos sólidos e valuations descontados podem se beneficiar significativamente. A mediana das ações de compra negociando a 10,1 vezes o lucro projetado para 2026, com um desconto de 7% frente à média histórica, reforça essa visão.

A análise do banco também considera fatores específicos de cada empresa, como governança corporativa, execução de estratégias, potencial de crescimento e capacidade de geração de caixa. A diversificação setorial da carteira de preferidas demonstra uma abordagem abrangente, buscando capturar oportunidades em diferentes segmentos da economia brasileira, desde commodities e finanças até consumo e saúde.

Conclusão Estratégica Financeira

A análise do Goldman Sachs sugere que o atual momento de correção da bolsa brasileira pode representar uma oportunidade de compra para investidores com visão de médio a longo prazo. A tese de “reversão à média”, combinada com valuations atrativos em diversas empresas selecionadas, aponta para um potencial de recuperação significativo, especialmente se o cenário macroeconômico se mostrar mais favorável, com inflação controlada e juros em queda.

Os riscos, contudo, permanecem. A persistência de juros altos por mais tempo, a instabilidade política interna ou choques externos podem adiar ou mitigar a recuperação esperada. Para os investidores, a recomendação é focar em empresas com balanços sólidos, boa gestão e modelos de negócio resilientes, capazes de navegar em um ambiente de incertezas. A seleção de ações com gatilhos de valorização nos próximos 12 meses também sugere uma estratégia de curto a médio prazo.

A perspectiva futura aponta para um mercado que pode se beneficiar de uma maior previsibilidade econômica e política. A capacidade do Brasil de atrair capital estrangeiro e a consolidação de um ambiente de juros mais baixos serão cruciais para sustentar a valorização das ações. Investidores devem monitorar de perto os desdobramentos macroeconômicos e as notícias corporativas para ajustar suas estratégias.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você achou das recomendações do Goldman Sachs? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários abaixo. Sua participação enriquece nossa comunidade!

Quem escreveu

Vinícius Hoffmann Machado

Engenheiro com sólida carreira corporativa em operações, planejamento e finanças — onde a estratégia vira número e o número vira decisão. No Eruption Global, traduz essa visão analítica em artigos sobre economia, mercado e decisões financeiras.

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