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Mercado Financeiro

Empresas Brasileiras Adotam “Dólar Digital” para Reduzir Custos Cambiais em R$ 34,5 Bilhões no 1º Trimestre de 2026

Por Vinícius Hoffmann Machado21 maio 20267 min de leitura
Empresas Brasileiras Adotam "Dólar Digital" para Reduzir Custos Cambiais em R$ 34,5 Bilhões no 1º Trimestre de 2026

Resumo

Agro, Tecnologia e Câmbio: A Revolução das Stablecoins no Brasil e o Potencial de Redução de Custos em Transações Internacionais

O cenário financeiro brasileiro tem testemunhado uma transformação silenciosa, mas poderosa, impulsionada pela adoção crescente das stablecoins, também conhecidas como “dólares digitais”. Empresas de diversos setores, desde o agronegócio até a tecnologia, estão encontrando nessas moedas digitais lastreadas em ativos tradicionais uma alternativa eficiente para reduzir os custos associados às remessas internacionais. O movimento já se reflete nos números, com operações somando um equivalente a R$ 34,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um salto expressivo em relação ao ano anterior.

Essa migração para o universo das stablecoins ocorre em um contexto de incerteza tributária, onde o governo busca formas de regulamentar e taxar essas novas operações. A busca por eficiência, a internacionalização das empresas e a pressão por menores custos e prazos em pagamentos internacionais são os grandes vetores dessa tendência, abrindo um leque de oportunidades e desafios para o mercado financeiro.

A agilidade e a redução de custos proporcionadas pelas stablecoins contrastam com a burocracia e as taxas elevadas do sistema cambial tradicional. A liquidação em rede blockchain, a velocidade da internet e a eliminação de múltiplos intermediários tornam o processo mais direto e econômico, atraindo um número cada vez maior de empresas e profissionais que buscam otimizar suas operações financeiras internacionais.

A reportagem foi baseada em informações do Banco Central, e entrevistas com representantes de empresas como Coinbase, Pomelo, TCR Finance e Z.ro Digital Assets, além de análises sobre o movimento de entrada de novas empresas como Checker Finance e LiberPay no mercado brasileiro.

Fonte Principal

Stablecoins: A Nova Fronteira para Otimização de Custos em Remessas Internacionais

A disparada no uso de stablecoins para transações internacionais no Brasil é um reflexo direto das vantagens competitivas que elas oferecem. O comparativo de custos é gritante: enquanto uma remessa tradicional de R$ 50.000 para pessoa jurídica pode acumular IOF de 0,38%, spread cambial entre 1% e 2,5%, e taxas adicionais de SWIFT e bancos correspondentes, totalizando entre 2% e 4% do valor, a rota via stablecoin apresenta um custo principal no spread de conversão entre 0,5% e 1,5%, com a maioria das operações isentas de IOF.

Fabio Plein, diretor-geral da Coinbase para as Américas, ressalta a eficiência da liquidação onchain. “Diferentemente do sistema tradicional, que depende de múltiplos intermediários e de processos manuais lentos, a liquidação onchain (em rede blockchain) permite que o dinheiro se mova na velocidade da internet, reduzindo custos e atrasos”, explica. Ele ainda destaca a natureza programável e aberta da infraestrutura blockchain, que devolve o controle aos usuários.

As corretoras de câmbio foram as pioneiras na adoção em larga escala, utilizando stablecoins para gestão de tesouraria e liquidação de posições em tempo real, a qualquer hora, sem depender de janelas bancárias. Esse modelo rapidamente se expandiu para importadores e exportadores com operações recorrentes, especialmente aquelas de grande volume.

Setores Estratégicos Lideram a Demanda por Soluções em Stablecoins

O agronegócio e o setor de eletroeletrônicos despontam como os principais demandantes no segmento B2B. Rafael Goulart, country manager da Pomelo no Brasil, observa que empresas com fornecedores na China, por exemplo, buscam ativamente as soluções em stablecoins para importar matérias-primas. “Todos os setores de importação e exportação já estão inseridos nesse ecossistema, principalmente com tiquetes grandes, de US$ 100.000, US$ 1 milhão”, afirma.

Gabriel Boni, COO da TCR Finance, corretora especializada em pagamentos internacionais via stablecoins, confirma a alta demanda desses setores. A empresa atende também executivos com operações multinacionais e empresários com viagens frequentes ao exterior, evidenciando a versatilidade da solução.

Empresas de tecnologia que pagam por serviços de computação em nuvem no exterior e profissionais que recebem de clientes internacionais, como desenvolvedores e criadores de conteúdo, também se beneficiam. Eles passam a receber em stablecoin, simplificando o recebimento e reduzindo a burocracia cambial.

O Cenário Regulatório e a Busca por Equilíbrio no Uso de Stablecoins

O crescimento do mercado de stablecoins no Brasil tem sido acompanhado por tentativas de regulamentação. Em 2025, o governo federal elevou o IOF sobre câmbio turístico e cartões de crédito internacionais para 3,5%, o que serviu como um alerta para empresas e um gatilho para a busca por alternativas mais eficientes.

A possibilidade de extensão do IOF para transações com stablecoins gerou resistência do setor, e a proposta de consulta pública acabou engavetada. Sergio Massa, CEO da Z.ro Digital Assets, argumenta que a demanda não se resume a um único fator, mas a uma combinação de regulação, busca por eficiência, internacionalização e necessidade de reduzir custos e prazos.

Fabio Plein, da Coinbase, defende uma abordagem que incorpore as stablecoins ao ambiente regulado, preservando a inovação e a integridade do sistema financeiro. Ele cita o exemplo dos EUA, onde o Clarity Act tramita no Senado, buscando um equilíbrio regulatório que diferencie juros passivos de recompensas vinculadas ao uso de stablecoins em transações.

O Futuro das Stablecoins: Da IA aos Pagamentos Autônomos

A Coinbase vislumbra um futuro onde as stablecoins serão utilizadas por agentes de inteligência artificial para pagamentos autônomos. Um protocolo desenvolvido pela empresa em parceria com a Cloudflare já permite que IAs paguem por serviços sem intervenção humana, com adoção por gigantes como Amazon Web Services, Shopify e Google.

Guilherme Bettanin, líder da Base no Brasil, rede blockchain da Coinbase focada em pagamentos, explica que a plataforma oferece a escala necessária para microtransações, com custos médios inferiores a US$ 0,001, essenciais para o futuro do comércio agentic. O número de agentes de IA usando o protocolo na Base já ultrapassa 56 mil, com crescimento expressivo.

Projeções indicam que o mercado de pagamentos autônomos por agentes de IA pode atingir US$ 30 trilhões até 2030, demonstrando o potencial disruptivo dessa tecnologia e a importância das stablecoins como meio de liquidação nesse novo cenário.

Conclusão Estratégica: Stablecoins como Ferramenta de Competitividade no Novo Cenário Financeiro Global

A crescente adoção de stablecoins no Brasil representa um marco na busca por eficiência e competitividade no mercado internacional. A redução significativa de custos em remessas, a agilidade nas transações e a abertura para novas tecnologias como a inteligência artificial abrem um leque de oportunidades para empresas de todos os portes.

Os riscos residem, principalmente, na incerteza regulatória e na volatilidade inerente a qualquer ativo financeiro. No entanto, a tendência é de amadurecimento do mercado e de maior clareza nas regras, o que tende a atrair ainda mais investimentos e a consolidar as stablecoins como uma ferramenta essencial para a gestão financeira corporativa.

Empresários e gestores que ainda não exploram as vantagens das stablecoins correm o risco de perder competitividade para concorrentes que já otimizam seus custos e processos. A minha leitura do cenário é que as stablecoins deixarão de ser uma alternativa e se tornarão um componente estratégico indispensável para empresas com atuação internacional.

A tendência futura aponta para uma integração cada vez maior das stablecoins em fluxos financeiros automatizados, impulsionados pela inteligência artificial e pela expansão do comércio global. O Brasil tem a oportunidade de se posicionar como um hub de inovação nesse segmento, desde que o ambiente regulatório acompanhe o ritmo da tecnologia.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você achou dessa nova onda de adoção de “dólar digital” no Brasil? Compartilhe sua opinião e suas dúvidas nos comentários!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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