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Mercado Financeiro

Corteva Lidera Inovação Agrícola em MS: Aumento de Produtividade de Grãos com Foco em Milho e Soja

Por Vinícius Hoffmann Machado27 maio 20267 min de leitura
Corteva Lidera Inovação Agrícola em MS: Aumento de Produtividade de Grãos com Foco em Milho e Soja

Resumo

Iniciativa Incrementa MS: Corteva e Parceiros Buscam Elevar a Produtividade de Grãos no Mato Grosso do Sul

O cenário agrícola do Mato Grosso do Sul, em final de 2024, demandava soluções concretas para otimizar a produção de milho. Em resposta a essa necessidade, nasceu o Incrementa MS, uma colaboração estratégica que reúne a Corteva Agriscience, o governo do estado, a Fundação MS, a Fundação Chapadão e a Aprosoja (MS). O programa visa analisar e estabelecer um conjunto de melhores práticas adaptadas à realidade dos produtores sul-mato-grossenses, um estado que responde por 9% da produção nacional de grãos e 10% do volume de milho de segunda safra.

O programa iniciou seus trabalhos com a safra de soja 2025/26, implementado em 30 propriedades rurais. A abordagem integrada entre a produção de milho e soja é um dos pilares da iniciativa. O foco inicial foi a comparação direta entre o modelo de produção proposto pela Corteva, que abrange tecnologia, manejo e conhecimento agronômico, e os métodos já empregados nas fazendas participantes. Essa metodologia experimental busca identificar ganhos tangíveis e replicáveis.

A relevância econômica do Incrementa MS se estende para além das propriedades participantes. Ao buscar o aumento da produtividade, o programa contribui diretamente para o fortalecimento do agronegócio no Mato Grosso do Sul, um setor vital para a economia estadual e nacional. A expectativa é que as melhores práticas desenvolvidas possam ser disseminadas, gerando um efeito cascata positivo em toda a cadeia produtiva de grãos.

Fonte Principal

Metodologia e Primeiros Resultados na Safra de Soja

Augusto Moraes, diretor de relações institucionais da Corteva, explica que o programa adota um modelo experimental em áreas menores, selecionando talhões específicos para comparação. “O foco era comparar nosso modelo de produção com a tecnologia, manejo, nosso entendimento agronômico com o modelo atual da fazenda”, detalha Moraes. Essa abordagem permite uma análise mais granular e precisa dos impactos das novas práticas.

Os resultados preliminares da safra de soja 2025/26 já demonstram o potencial da iniciativa. Nas propriedades participantes, a produtividade média de soja registrou um aumento de três sacas por hectare em comparação com o rendimento anterior ao programa. Quando comparado à média estadual, que gira em torno de 60 sacas por hectare, o ganho foi ainda mais expressivo, alcançando cinco sacas adicionais por hectare.

Ao todo, foram desenvolvidos 38 protocolos de pesquisa, conduzidos por equipes da Fundação MS e da Fundação Chapadão. Esses protocolos abrangeram tanto a safra de soja 2025/26 quanto a safrinha de milho de 2026. O trabalho é estruturado em três fases distintas: a implementação de sistemas tecnológicos avançados, a construção de protocolos de pesquisa com ensaios comparativos e um processo padronizado de coleta, verificação e consolidação de dados, que servirá de base para futuras recomendações agronômicas.

O Potencial Promissor do Milho e a Inspiração da Fazenda Boa Vista

No que diz respeito à produção de milho, os resultados mais concretos do Incrementa MS são aguardados para o início do segundo semestre. Moraes destaca que, embora a produção média do estado esteja na casa das 84 a 85 sacas por hectare, existe um potencial comprovado significativamente maior a ser explorado. Essa lacuna entre a média atual e o potencial máximo é o que motiva a continuidade e a expansão do programa.

Um exemplo inspirador para o programa é o da Fazenda Boa Vista, dos irmãos Mário e Angelo Pignataro. Na última safra, a fazenda alcançou a marca impressionante de 200 sacas de milho por hectare em alguns talhões, com uma média geral de 150 sacas por hectare. “É a inspiração para o programa. Ano passado foi extraordinário, esse ano eles ainda esperam algo superior. O que mostra para o programa? O potencial para superar e muito o teto produtivo atual de milho”, afirma Moraes.

Esses resultados excepcionais reforçam a crença no potencial do milho no Mato Grosso do Sul e servem como um norte para as estratégias do Incrementa MS. A expectativa é que, com a aplicação das melhores práticas e tecnologias, outros produtores possam alcançar níveis de produtividade semelhantes, impulsionando a rentabilidade e a competitividade do setor.

Desafios Atuais e a Expansão Gradual do Programa

Apesar do otimismo gerado pelos primeiros resultados, o programa se prepara para colher os frutos da safrinha de milho em cada propriedade, buscando oferecer um modelo de assistência ainda mais alinhado às necessidades específicas de cada produtor. A experiência adquirida na safra de soja é fundamental para refinar as estratégias futuras.

Moraes antecipa um crescimento modesto do programa para 2026, considerando as atuais margens apertadas dos produtores, o elevado nível de endividamento e a incerteza climática decorrente dos impactos do El Niño na região. “O que a gente sabe é que existe o potencial e o produtor vem procurando informações sobre o programa, está interessado em aderir. Temos sentido isso no campo, mas é um processo. O momento atual é complexo e exige calma de todos os lados”, ressalta.

A seleção dos produtores para o projeto piloto ocorreu de duas formas: através do evento de lançamento, onde foi avaliado o nível de adoção de tecnologia, e por meio de uma lista de interessados fornecida pela Aprosoja MS. Andre Dobashi, Vice-Presidente da Aprosoja Mato Grosso do Sul, explicou que os produtores foram escolhidos aleatoriamente a partir do banco de dados da entidade, garantindo a representatividade de todas as microrregiões produtoras de soja e milho do estado.

Conclusão Estratégica Financeira

O Incrementa MS representa um movimento estratégico com claros impactos econômicos diretos e indiretos para o Mato Grosso do Sul. O aumento da produtividade de grãos, especialmente milho e soja, pode significar maiores receitas para os produtores, otimizando custos de produção e, consequentemente, melhorando as margens de lucro. A disseminação dessas práticas pode elevar o valuation das propriedades e atrair novos investimentos para o setor.

Os riscos financeiros incluem a dependência de condições climáticas favoráveis e a volatilidade dos preços das commodities, além da necessidade de investimento em novas tecnologias por parte dos produtores. No entanto, as oportunidades residem na conquista de maior competitividade, na resiliência frente a desafios climáticos e na agregação de valor à produção. Para investidores e gestores, o programa sinaliza um setor em busca de inovação e eficiência, com potencial de crescimento sustentável.

Minha leitura do cenário é que programas como o Incrementa MS são cruciais para a modernização do agronegócio brasileiro. A tendência futura aponta para uma agricultura cada vez mais tecnológica e baseada em dados, onde a colaboração entre empresas, governo e instituições de pesquisa será fundamental para superar os desafios e maximizar o potencial produtivo. O cenário provável é de uma evolução gradual, com casos de sucesso inspirando a adoção em maior escala.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você pensa sobre essa iniciativa e o futuro da produção de grãos no Mato Grosso do Sul? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários abaixo. Sua participação é muito importante!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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