@EruptionGlobal

📊 AO VIVO
💱 Moedas💵USD/BRLDólar AmericanoR$ 4,8956💶EUR/BRLEuroR$ 5,7468💷GBP/BRLLibra EsterlinaR$ 6,6264🇯🇵JPY/BRLIene JaponêsR$ 0,0311🇨🇳CNY/BRLYuan ChinêsR$ 0,7190🇨🇭CHF/BRLFranco SuíçoR$ 6,2693🇦🇷ARS/BRLPeso ArgentinoR$ 0,0035🇲🇽MXN/BRLPeso MexicanoR$ 0,2840🇨🇦CAD/BRLDólar CanadenseR$ 3,5737🇦🇺AUD/BRLDólar AustralianoR$ 3,5408🪙 CriptoBTC/BRLBitcoinR$ 396.279,00 ▼ -0,99%ΞETH/BRLEthereumR$ 11.204,27 ▼ -2,16%SOL/BRLSolanaR$ 464,04 ▼ -3,09%🔶BNB/BRLBinance CoinR$ 3.277,06 ▼ -0,12%💎XRP/BRLRippleR$ 7,070 ▼ -2,74%🐕DOGE/BRLDogecoinR$ 0,5434 ▼ -0,51%🔵ADA/BRLCardanoR$ 1,330 ▼ -3,31%🔺AVAX/BRLAvalancheR$ 48,50 ▼ -2,56%🔗LINK/BRLChainlinkR$ 50,67 ▼ -2,35%DOT/BRLPolkadotR$ 6,58 ▼ -1,93%🔘LTC/BRLLitecoinR$ 284,44 ▼ -0,74%TRX/BRLTronR$ 1,7100 ▼ -0,50%XLM/BRLStellar LumensR$ 0,7977 ▼ -3,54%VET/BRLVeChainR$ 0,03681 ▼ -4,22%🦄UNI/BRLUniswapR$ 18,53 ▼ -2,86%🥇 Metais🥇OUROGold / oz (XAU)R$ 23.119,00 /oz ▼ -0,51%🥇PAXGPAX Gold / ozR$ 23.121,00 /oz ▼ -0,60%💱 Moedas💵USD/BRLDólar AmericanoR$ 4,8956💶EUR/BRLEuroR$ 5,7468💷GBP/BRLLibra EsterlinaR$ 6,6264🇯🇵JPY/BRLIene JaponêsR$ 0,0311🇨🇳CNY/BRLYuan ChinêsR$ 0,7190🇨🇭CHF/BRLFranco SuíçoR$ 6,2693🇦🇷ARS/BRLPeso ArgentinoR$ 0,0035🇲🇽MXN/BRLPeso MexicanoR$ 0,2840🇨🇦CAD/BRLDólar CanadenseR$ 3,5737🇦🇺AUD/BRLDólar AustralianoR$ 3,5408🪙 CriptoBTC/BRLBitcoinR$ 396.279,00 ▼ -0,99%ΞETH/BRLEthereumR$ 11.204,27 ▼ -2,16%SOL/BRLSolanaR$ 464,04 ▼ -3,09%🔶BNB/BRLBinance CoinR$ 3.277,06 ▼ -0,12%💎XRP/BRLRippleR$ 7,070 ▼ -2,74%🐕DOGE/BRLDogecoinR$ 0,5434 ▼ -0,51%🔵ADA/BRLCardanoR$ 1,330 ▼ -3,31%🔺AVAX/BRLAvalancheR$ 48,50 ▼ -2,56%🔗LINK/BRLChainlinkR$ 50,67 ▼ -2,35%DOT/BRLPolkadotR$ 6,58 ▼ -1,93%🔘LTC/BRLLitecoinR$ 284,44 ▼ -0,74%TRX/BRLTronR$ 1,7100 ▼ -0,50%XLM/BRLStellar LumensR$ 0,7977 ▼ -3,54%VET/BRLVeChainR$ 0,03681 ▼ -4,22%🦄UNI/BRLUniswapR$ 18,53 ▼ -2,86%🥇 Metais🥇OUROGold / oz (XAU)R$ 23.119,00 /oz ▼ -0,51%🥇PAXGPAX Gold / ozR$ 23.121,00 /oz ▼ -0,60%
⟳ 22:37
HomeEconomia GlobalCopom: Juros podem cair mesmo com guerra, mas ciclo de cortes pode ser mais curto, aponta ex-diretor do BC
Economia Global

Copom: Juros podem cair mesmo com guerra, mas ciclo de cortes pode ser mais curto, aponta ex-diretor do BC

Por Vinícius Hoffmann Machado01 maio 20267 min de leitura
Copom: Juros podem cair mesmo com guerra, mas ciclo de cortes pode ser mais curto, aponta ex-diretor do BC

Resumo

Copom Sinaliza Continuidade nos Cortes de Juros Apesar da Guerra, Mas Ajuste no Ciclo é Possível, Diz Fabio Kanczuk

O Banco Central (BC) parece determinado a prosseguir com o ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, mesmo diante da persistência do conflito no Oriente Médio. A sinalização, contudo, aponta para uma possível adequação no escopo e na duração desse ciclo de redução, conforme avalia Fabio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA e ex-diretor de Política Econômica do BC. A guerra, que já completou dois meses, introduz incertezas que podem levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a encerrar o ciclo de cortes antes do previsto inicialmente.

Em entrevista recente, Kanczuk destacou que a autoridade monetária tem comunicado sua intenção de continuar com as reduções, mas ajustando o plano de voo para um ciclo potencialmente mais curto. Essa adaptação visa mitigar os efeitos de choques externos, como a escalada dos preços do petróleo, sem, no entanto, paralisar o processo de afrouxamento monetário. A decisão mais recente do Copom, que cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, foi unânime e marcou a segunda redução consecutiva.

A projeção do ASA, casa de investimentos de Alberto Safra, para o fim de 2026 aponta para uma Selic em 13,50% ao ano. Isso sugere que o ritmo de cortes de 0,25 ponto percentual por reunião pode ser mantido até dezembro. A leitura de Kanczuk é que o BC continuará a reduzir os juros até atingir o patamar considerado adequado para o cenário atual, priorizando a continuidade dos cortes em detrimento de uma pausa abrupta, mas ajustando o alcance total do ciclo de afrouxamento.

A análise de Kanczuk sobre o comunicado do Copom ressalta a inclusão da palavra “extensão” ao lado de “ritmo” na descrição do ciclo de cortes. Essa nuance sugere que, em vez de simplesmente alterar a velocidade da redução, o BC pode optar por encurtar o período total de cortes caso o cenário geopolítico se deteriore significativamente. Essa comunicação está alinhada com declarações anteriores de diretores do BC, que indicavam a possibilidade de ajustar a “extensão” do ciclo, em vez de interromper os cortes.

InvestNews

A Guerra e a Flexibilidade do Copom na Política Monetária

A persistência do conflito no Oriente Médio levanta questões sobre a possibilidade de o Banco Central ter de pausar a queda de juros prematuramente. Kanczuk interpreta a comunicação do Copom como uma sinalização de que o BC está ciente dos riscos, mas acredita que o nível atual dos juros ainda permite cortes. A menção à “extensão” no comunicado indica que, se o cenário se agravar, o comitê poderá encerrar o ciclo de cortes mais cedo, mas não necessariamente paralisar os cortes de imediato. A prioridade parece ser manter o ritmo de 0,25 ponto percentual, mas com um horizonte de atuação mais curto.

A visão de Kanczuk é que o BC está em uma fase onde a comunicação verbal sobre a necessidade de juros mais baixos ganha proeminência sobre as projeções numéricas, que podem ser menos relevantes. A mensagem principal seria de que os juros estão “muito altos” e há espaço para cortá-los, mesmo com a guerra. Contudo, a magnitude e a duração desses cortes dependerão da evolução do cenário externo, especialmente no que tange ao preço do petróleo e à inflação global.

Projeções de Inflação e o Impacto na Trajetória dos Juros

O aumento das projeções de inflação para os próximos anos, mesmo que ainda abaixo da meta em alguns prazos, pode influenciar o espaço para novos cortes na Selic e, potencialmente, alterar a postura do Banco Central. Kanczuk observa que a projeção de inflação do BC para 2027, que subiu para 3,5%, está acima da meta de 3,0% para aquele ano. Isso pode ser interpretado como uma indicação de que o BC está calibrando suas expectativas diante dos choques inflacionários globais.

Ainda assim, o ex-diretor do BC acredita que a autoridade monetária está confiante na sua capacidade de controlar a inflação e, portanto, de continuar cortando juros. A sua leitura é que o modelo de projeção se torna secundário neste momento, dando lugar à comunicação clara de que o nível atual da Selic é restritivo e permite reduções. A preocupação com a inflação é real, mas não parece ser um impedimento para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário.

Cenário Base do ASA: Petróleo, Juros e Inflação

Para projetar os cenários futuros, o ASA utiliza a curva futura do petróleo como um proxy para as expectativas do mercado sobre a evolução da guerra no Oriente Médio. Essa abordagem, semelhante à utilizada pelo próprio BC, sugere que o preço do barril de petróleo deve retornar a níveis em torno de US$ 80 em um horizonte de seis a doze meses. Isso indica que o mercado não espera uma intensificação drástica do conflito que leve a choques de oferta de petróleo mais severos.

No entanto, os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo já são visíveis, com projeções de inflação subindo até 2028, o que pode indicar um descolamento das expectativas inflacionárias. O BC tem sido vocal ao expressar essa preocupação. No cenário base do ASA, a Selic deve encerrar 2026 em torno de 13,50%, com o IPCA situando-se entre 5% e 5,5% no mesmo período.

Conclusão Estratégica Financeira: Navegando a Incerteza com Foco na Selic

A sinalização do Copom de que os cortes na Selic continuarão, mesmo com a guerra, mas com um possível encurtamento do ciclo, apresenta um cenário de incerteza moderada para os investidores. O impacto econômico direto reside na continuidade do barateamento do crédito, o que pode estimular o consumo e o investimento, mas a inflação global e a instabilidade geopolítica representam riscos que podem limitar a magnitude e a velocidade dessas reduções. Para as empresas, a queda dos juros pode aliviar o custo financeiro, mas a volatilidade dos preços das commodities e a dinâmica inflacionária exigem cautela na gestão de custos e precificação.

Oportunidades financeiras podem surgir na renda fixa, com a expectativa de juros ainda em patamares elevados por um período, e na renda variável, caso a percepção de risco diminua e o ciclo de corte de juros se mostre robusto. A tendência futura aponta para um Banco Central que buscará equilibrar o combate à inflação com a necessidade de estimular a economia, ajustando sua política monetária conforme a evolução dos choques externos. O cenário provável é de um ciclo de cortes mais curto, mas com reduções consistentes, sujeito a revisões conforme os desdobramentos geopolíticos.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você pensa sobre as perspectivas para a Selic em meio à guerra no Oriente Médio? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários!

Compartilhar este artigo

Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Receba as principais análises direto no seu e-mail, sem spam.