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Economia Global

Agricultura Familiar do Sul em Debate na Expointer: Crédito, Plano Safra e Futuro da Produção

A agricultura familiar, espinha dorsal da economia em muitas regiões do Brasil, especialmente no Sul, enfrenta uma série de desafios que exigem atenção e soluções conjuntas. A necessidade de políticas públicas eficazes, acesso facilitado…

Por Publicado em 5 min de leitura

Canal Rural Reúne Lideranças da Agricultura Familiar do Sul para Debater Fortalecimento do Setor na Expointer

A agricultura familiar, espinha dorsal da economia em muitas regiões do Brasil, especialmente no Sul, enfrenta uma série de desafios que exigem atenção e soluções conjuntas. A necessidade de políticas públicas eficazes, acesso facilitado a crédito e a sustentabilidade das propriedades rurais são pautas urgentes que afetam diretamente milhares de produtores.

Nesse contexto, a Expointer 2026 se tornou palco para um importante encontro. O Canal Rural promoveu um debate crucial com representantes das federações de agricultores familiares do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O objetivo foi compartilhar experiências, identificar problemas comuns e buscar caminhos para o fortalecimento do setor, que desempenha um papel vital no abastecimento alimentar do país.

A discussão abrangeu desde o acesso ao crédito e as condições do Plano Safra até a renegociação de dívidas e o fomento à agroindústria familiar. A integração entre as entidades e o poder público é vista como fundamental para garantir a permanência do agricultor no campo e a prosperidade de suas atividades.

A base principal para este artigo é a cobertura do evento pelo Canal Rural, disponível em Canal Rural.

Desafios Compartilhados e Soluções Conjuntas para a Agricultura Familiar

O presidente da Fetag-RS, Eugênio Edevino Zanetti, destacou a importância de compartilhar as estratégias de resolução de problemas aplicadas nos três estados do Sul. Ele enfatizou que as realidades econômicas e produtivas são muito similares, tornando a troca de experiências uma ferramenta poderosa para o avanço da agricultura familiar na região. A relevância econômica deste setor para a Região Sul foi um ponto central na sua fala.

A proposta do encontro foi clara: aproximar as entidades representativas, permitir a troca de vivências e, de forma colaborativa, construir alternativas para os obstáculos que persistem. A participação ativa dos representantes das federações reforça o compromisso com o desenvolvimento do setor e a defesa dos interesses dos agricultores familiares.

O presidente da Fetaesc, José Walter Dresch, ressaltou a relevância de acompanhar e participar dessas discussões. Para ele, é uma oportunidade ímpar para que os representantes da agricultura familiar exponham seus pontos de vista, compartilhem suas percepções e apresentem experiências de sucesso obtidas em suas respectivas regiões no Sul do Brasil.

Crédito, Plano Safra e a Permanência no Campo: Prioridades em Debate

O acesso a políticas públicas e a garantia de condições adequadas para produzir, investir e, crucialmente, permanecer no campo, foram temas de grande destaque. Em um cenário de volatilidade econômica e climática, o suporte governamental e a eficiência das linhas de crédito são determinantes para a sobrevivência e o crescimento das propriedades familiares.

O presidente da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos, sublinhou a parceria do Canal Rural com as entidades da agricultura familiar e a importância de discutir temas como o programa nacional de crédito fundiário. Ele também ressaltou o papel estratégico da agricultura familiar no abastecimento nacional, apontando que este setor é responsável por mais de 70% da produção de alimentos que chegam à mesa da população brasileira.

A discussão sobre o Plano Safra e suas condições, bem como a viabilidade da renegociação de dívidas, são fundamentais para que os agricultores possam planejar seus investimentos e garantir a continuidade de suas atividades. A agroindústria familiar e o fortalecimento do associativismo e cooperativismo também foram abordados como caminhos para agregar valor e aumentar a competitividade.

Fortalecimento do Associativismo e o Papel das Agroindústrias Familiares

O encontro contou com o valioso apoio da Afubra – Associação dos Fumicultores do Brasil, que acompanha de perto as demandas dos produtores. A participação da Afubra demonstra a amplitude das preocupações e a necessidade de articulação entre diferentes segmentos do agronegócio para o fortalecimento conjunto do setor.

O presidente da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, destacou que os debates são importantes e pertinentes, focando em harmonizar e fortalecer a classe produtora, especialmente nos assuntos que são defendidos em conjunto. Essa união de esforços é essencial para que a agricultura familiar possa superar seus desafios e prosperar.

O associativismo e o cooperativismo foram vistos como ferramentas cruciais para otimizar recursos, facilitar o acesso a mercados e a tecnologias, além de fortalecer o poder de negociação dos pequenos produtores. A agroindústria familiar, por sua vez, representa uma oportunidade de diversificação de renda e de agregação de valor aos produtos primários, impulsionando o desenvolvimento local.

Conclusão Estratégica Financeira: Um Olhar para o Futuro da Agricultura Familiar

A discussão realizada na Expointer, com foco na agricultura familiar do Sul, possui impactos econômicos diretos e indiretos significativos. A melhora no acesso a crédito e a políticas públicas mais eficazes pode reduzir o endividamento dos produtores, aumentar a rentabilidade das propriedades e, consequentemente, impulsionar o desenvolvimento regional através do consumo e da geração de empregos no campo e nas cidades próximas.

Os riscos financeiros para o setor estão atrelados à instabilidade climática, à volatilidade dos preços das commodities e à burocracia no acesso a programas de fomento. Contudo, as oportunidades residem na crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável, na agregação de valor através da agroindústria e no fortalecimento das cadeias produtivas via cooperativismo. Minha leitura do cenário é que o investimento em tecnologia e gestão é fundamental para mitigar riscos e maximizar ganhos.

Acredito que os dados indicam a necessidade de uma política de crédito mais robusta e adaptada à realidade da agricultura familiar, com taxas de juros acessíveis e prazos condizentes com os ciclos produtivos. A valorização da produção familiar pode se refletir positivamente nas margens de lucro dos produtores e na competitividade do agronegócio brasileiro como um todo. A tendência futura aponta para uma maior valorização dos produtos com rastreabilidade e selos de sustentabilidade, o que pode representar uma vantagem para os produtores que investirem nessas áreas.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você achou dos debates e das propostas para a agricultura familiar? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários abaixo!

Quem escreveu

Vinícius Hoffmann Machado

Engenheiro com sólida carreira corporativa em operações, planejamento e finanças — onde a estratégia vira número e o número vira decisão. No Eruption Global, traduz essa visão analítica em artigos sobre economia, mercado e decisões financeiras.

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