Canal Rural Reúne Lideranças da Agricultura Familiar do Sul para Debater Fortalecimento do Setor na Expointer
A agricultura familiar, espinha dorsal da economia em muitas regiões do Brasil, especialmente no Sul, enfrenta uma série de desafios que exigem atenção e soluções conjuntas. A necessidade de políticas públicas eficazes, acesso facilitado a crédito e a sustentabilidade das propriedades rurais são pautas urgentes que afetam diretamente milhares de produtores.
Nesse contexto, a Expointer 2026 se tornou palco para um importante encontro. O Canal Rural promoveu um debate crucial com representantes das federações de agricultores familiares do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O objetivo foi compartilhar experiências, identificar problemas comuns e buscar caminhos para o fortalecimento do setor, que desempenha um papel vital no abastecimento alimentar do país.
A discussão abrangeu desde o acesso ao crédito e as condições do Plano Safra até a renegociação de dívidas e o fomento à agroindústria familiar. A integração entre as entidades e o poder público é vista como fundamental para garantir a permanência do agricultor no campo e a prosperidade de suas atividades.
A base principal para este artigo é a cobertura do evento pelo Canal Rural, disponível em Canal Rural.
Desafios Compartilhados e Soluções Conjuntas para a Agricultura Familiar
O presidente da Fetag-RS, Eugênio Edevino Zanetti, destacou a importância de compartilhar as estratégias de resolução de problemas aplicadas nos três estados do Sul. Ele enfatizou que as realidades econômicas e produtivas são muito similares, tornando a troca de experiências uma ferramenta poderosa para o avanço da agricultura familiar na região. A relevância econômica deste setor para a Região Sul foi um ponto central na sua fala.
A proposta do encontro foi clara: aproximar as entidades representativas, permitir a troca de vivências e, de forma colaborativa, construir alternativas para os obstáculos que persistem. A participação ativa dos representantes das federações reforça o compromisso com o desenvolvimento do setor e a defesa dos interesses dos agricultores familiares.
O presidente da Fetaesc, José Walter Dresch, ressaltou a relevância de acompanhar e participar dessas discussões. Para ele, é uma oportunidade ímpar para que os representantes da agricultura familiar exponham seus pontos de vista, compartilhem suas percepções e apresentem experiências de sucesso obtidas em suas respectivas regiões no Sul do Brasil.
Crédito, Plano Safra e a Permanência no Campo: Prioridades em Debate
O acesso a políticas públicas e a garantia de condições adequadas para produzir, investir e, crucialmente, permanecer no campo, foram temas de grande destaque. Em um cenário de volatilidade econômica e climática, o suporte governamental e a eficiência das linhas de crédito são determinantes para a sobrevivência e o crescimento das propriedades familiares.
O presidente da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos, sublinhou a parceria do Canal Rural com as entidades da agricultura familiar e a importância de discutir temas como o programa nacional de crédito fundiário. Ele também ressaltou o papel estratégico da agricultura familiar no abastecimento nacional, apontando que este setor é responsável por mais de 70% da produção de alimentos que chegam à mesa da população brasileira.
A discussão sobre o Plano Safra e suas condições, bem como a viabilidade da renegociação de dívidas, são fundamentais para que os agricultores possam planejar seus investimentos e garantir a continuidade de suas atividades. A agroindústria familiar e o fortalecimento do associativismo e cooperativismo também foram abordados como caminhos para agregar valor e aumentar a competitividade.
Fortalecimento do Associativismo e o Papel das Agroindústrias Familiares
O encontro contou com o valioso apoio da Afubra – Associação dos Fumicultores do Brasil, que acompanha de perto as demandas dos produtores. A participação da Afubra demonstra a amplitude das preocupações e a necessidade de articulação entre diferentes segmentos do agronegócio para o fortalecimento conjunto do setor.
O presidente da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, destacou que os debates são importantes e pertinentes, focando em harmonizar e fortalecer a classe produtora, especialmente nos assuntos que são defendidos em conjunto. Essa união de esforços é essencial para que a agricultura familiar possa superar seus desafios e prosperar.
O associativismo e o cooperativismo foram vistos como ferramentas cruciais para otimizar recursos, facilitar o acesso a mercados e a tecnologias, além de fortalecer o poder de negociação dos pequenos produtores. A agroindústria familiar, por sua vez, representa uma oportunidade de diversificação de renda e de agregação de valor aos produtos primários, impulsionando o desenvolvimento local.
Conclusão Estratégica Financeira: Um Olhar para o Futuro da Agricultura Familiar
A discussão realizada na Expointer, com foco na agricultura familiar do Sul, possui impactos econômicos diretos e indiretos significativos. A melhora no acesso a crédito e a políticas públicas mais eficazes pode reduzir o endividamento dos produtores, aumentar a rentabilidade das propriedades e, consequentemente, impulsionar o desenvolvimento regional através do consumo e da geração de empregos no campo e nas cidades próximas.
Os riscos financeiros para o setor estão atrelados à instabilidade climática, à volatilidade dos preços das commodities e à burocracia no acesso a programas de fomento. Contudo, as oportunidades residem na crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável, na agregação de valor através da agroindústria e no fortalecimento das cadeias produtivas via cooperativismo. Minha leitura do cenário é que o investimento em tecnologia e gestão é fundamental para mitigar riscos e maximizar ganhos.
Acredito que os dados indicam a necessidade de uma política de crédito mais robusta e adaptada à realidade da agricultura familiar, com taxas de juros acessíveis e prazos condizentes com os ciclos produtivos. A valorização da produção familiar pode se refletir positivamente nas margens de lucro dos produtores e na competitividade do agronegócio brasileiro como um todo. A tendência futura aponta para uma maior valorização dos produtos com rastreabilidade e selos de sustentabilidade, o que pode representar uma vantagem para os produtores que investirem nessas áreas.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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