3Tentos Acelera no Etanol de Milho: Nova Usina em Mato Grosso Recebe Aval da ANP e Inicia Produção
A 3tentos deu um passo significativo em sua estratégia de diversificação no setor de biocombustíveis com o início das operações de sua nova usina de etanol de milho em Porto Alegre do Norte (MT). A aprovação da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) nesta quarta-feira (20) marca o ponto de partida para a produção, que já conta com estoque de milho para os primeiros meses. A expectativa é que a safra secundária, a partir de junho, garanta o suprimento contínuo para a planta.
Esta iniciativa representa um marco importante para a empresa, que já possui experiência na produção de biodiesel a partir da soja. A nova unidade em Mato Grosso, localizada no Vale do Araguaia, tem potencial para produzir 428 milhões de litros de etanol anualmente, um volume 30% superior à estimativa inicial. A fábrica processará cerca de 2,8 mil toneladas de milho por dia, consolidando a posição da 3tentos no crescente mercado de etanol de segunda geração.
O projeto, que demandou um investimento ajustado para R$ 1,16 bilhão, reflete a visão de longo prazo da companhia. Apesar do recente aquecimento do mercado de etanol de milho, o planejamento para este segmento teve início antes mesmo da oferta pública inicial (IPO) da empresa em 2021. A decisão estratégica de investir em Mato Grosso visa também aproveitar a sinergia com outras cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.
Expansão Estratégica e Capacidade Produtiva da Nova Usina
A usina de etanol de milho da 3tentos em Porto Alegre do Norte é projetada para ter uma capacidade instalada de 428 milhões de litros por ano. Este número representa um aumento considerável em relação à projeção inicial de 350 milhões de litros, demonstrando a ambição da empresa em se consolidar como um player relevante no setor. Para atingir essa meta, a planta consumirá aproximadamente 2,8 mil toneladas de milho diariamente.
O investimento total na construção e operação da unidade atingiu R$ 1,16 bilhão. Este montante foi ajustado ao longo do desenvolvimento do projeto, que teve seu cronograma de finalização postergado para o segundo semestre do ano passado. A 3tentos já opera outras três plantas de processamento de soja e produção de biodiesel no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, evidenciando sua expertise no segmento de biocombustíveis.
O Papel Estratégico do DDGS e a Geração de Empregos na Região
Um dos subprodutos da produção de etanol de milho é o DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles), um farelo rico em proteína que serve como ração animal. A 3tentos destaca que a produção de DDGS em sua nova unidade tem o potencial de fomentar a pecuária na região do Vale do Araguaia. Essa integração entre a produção de biocombustíveis e o agronegócio pode gerar um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social.
A nova planta também representa um impulso significativo para o mercado de trabalho local. A expectativa é de que sejam criados 350 empregos diretos e mais de 500 empregos indiretos na região. Esse impacto social se soma à contribuição econômica gerada pela operação da usina, fortalecendo a economia do Mato Grosso.
Posicionamento da 3Tentos no Mercado de Etanol de Milho
O investimento da 3tentos em etanol de milho a coloca em um mercado dinâmico e em expansão no Brasil. Embora empresas como a Inpasa e a FS já liderem o setor com capacidades instaladas expressivas – 6,2 bilhões de litros e 2,6 bilhões de litros anuais, respectivamente –, a entrada e o crescimento da 3tentos indicam um cenário competitivo e promissor.
Luiz Augusto Dumoncel, vice-presidente de Operações da 3tentos, ressaltou que o plano de investir em etanol de milho foi concebido antes mesmo do IPO da companhia em 2021. Ele também mencionou que a escolha de Mato Grosso para a nova unidade foi estratégica, visando otimizar a oferta de biomassa e evitar preocupações logísticas observadas em outras localidades.
Conclusão Estratégica Financeira
A entrada da 3tentos no mercado de etanol de milho com uma usina de grande porte representa um movimento estratégico com potenciais impactos significativos. Economicamente, a nova planta agregará valor à cadeia do milho, gerando receita adicional para produtores e impulsionando a economia local através da geração de empregos diretos e indiretos. A produção de DDGS como subproduto abre oportunidades para a expansão da pecuária regional, diversificando as fontes de renda e fortalecendo o agronegócio.
Financeiramente, o investimento bilionário na usina reflete a confiança da empresa no potencial de retorno deste segmento. Os riscos incluem a volatilidade dos preços do milho e do etanol, além da concorrência acirrada com players já estabelecidos. No entanto, as oportunidades residem na crescente demanda por biocombustíveis, impulsionada por políticas de transição energética e pela busca por alternativas mais sustentáveis aos combustíveis fósseis. A expansão da capacidade produtiva pode impactar positivamente as margens de lucro e o valuation da empresa a longo prazo.
Para investidores e gestores, este movimento sinaliza uma aposta clara em energias renováveis e na diversificação de portfólio. A minha leitura é que empresas com capacidade de integração vertical e que aproveitam sinergias regionais estarão bem posicionadas. A tendência futura aponta para um mercado de etanol de milho cada vez mais robusto no Brasil, com potencial para crescimento contínuo, especialmente em regiões com forte produção agrícola.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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