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Economia Global

Trump e a ‘Era Dourada’ Econômica: A Verdade Por Trás dos Números nos EUA

Por Vinícius Hoffmann Machado26 fev 20265 min de leitura
ChatGPT Image 26 de fev. de 2026, 21_12_16

Resumo

Trump proclama “era dourada” para a economia dos EUA, mas a confiança do consumidor e os dados revelam um quadro mais complexo.

O presidente Donald Trump, em seu discurso do Estado da União, buscou pintar um quadro de prosperidade econômica nos Estados Unidos, afirmando que o país vive uma “era dourada”. Ele destacou a queda de preços e o acelerado aumento de empregos como pilares dessa narrativa.

Contudo, a percepção pública e indicadores econômicos recentes pintam um cenário divergente. Pesquisas de confiança do consumidor, divulgadas pouco antes do discurso, apontam para um pessimismo generalizado, com níveis de confiança historicamente baixos, apenas ligeiramente acima do auge da crise da COVID-19.

A discrepância entre as afirmações presidenciais e a realidade vivida por muitos americanos é notável. Enquanto Trump exalta a economia vibrante, os consumidores expressam preocupações com preços elevados e a escassez de vagas de emprego, conforme aponta o The Conference Board e outras sondagens. Essa análise explora os quatro pontos cruciais que desmistificam a “era dourada” econômica dos EUA.

Crescimento Econômico: Lento e Abaixo das Expectativas

A economia americana, de fato, está crescendo, mas o ritmo é moderado e aquém de uma “plena expansão”. O crescimento de 2,2% no ano passado ficou abaixo de períodos anteriores, como o último ano do governo Biden e o ano de 2023, que registraram 2,8% e 2,9% respectivamente. Históricos de “era dourada” econômica, como o final dos anos 90 e os anos 80, apresentaram crescimentos superiores a 4% e 3,5% por anos consecutivos.

Inflação Persistente: Preços Altos Corroem o Poder de Compra

Apesar da desaceleração da inflação geral no último ano, os preços elevados continuam sendo a principal fonte de insatisfação para muitos americanos. Embora a inflação subjacente, excluindo alimentos e energia, tenha atingido o menor nível em cinco anos em janeiro, outros indicadores mostram persistência. Um indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed) registrou um aumento de 3% em dezembro comparado ao ano anterior, acima da meta de 2% do Fed.

A pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan revelou que quase metade dos entrevistados em fevereiro mencionou espontaneamente os preços altos como um fator que corrói suas finanças pessoais. Itens essenciais como alimentos, aluguel e eletricidade permanecem significativamente mais caros do que há cinco anos, com a eletricidade tendo subido 6,3% nos últimos 12 meses. As tarifas impostas por Trump também encareceram bens importados, afetando o custo de vida.

Desaceleração nas Contratações: Um Freio no Emprego

Um dos fatores que contribuem para o pessimismo dos consumidores é a forte desaceleração no ritmo de contratações no último ano. Em 2025, os empregadores adicionaram apenas 181 mil empregos, uma média de 15 mil por mês, configurando o pior desempenho de crescimento de emprego fora de recessões desde 2002. Fábricas, em particular, perderam 108 mil empregos em 2025, somando-se às perdas dos anos anteriores.

Embora as contratações tenham surpreendido positivamente em janeiro com 130 mil novos empregos e uma leve retomada na criação de vagas em fábricas, a tendência geral aponta para uma moderação. As tarifas de Trump e as altas taxas de juros são apontadas como fatores que prejudicam a indústria, além da automação crescente.

Tarifas e Déficit Comercial: Benefícios Incertos e Custos Reais

A alegação de que as tarifas de Trump impulsionam a economia americana é questionável. Na realidade, elas são pagas pelos importadores americanos, que frequentemente repassam os custos aos consumidores. Um estudo de Harvard indica que os consumidores arcaram com 43% dos custos adicionais das tarifas, enquanto as empresas americanas absorveram o restante.

Além disso, as tarifas não demonstraram eficácia em reduzir o antigo e persistente déficit comercial dos EUA. O déficit comercial em bens como automóveis e eletrodomésticos atingiu um recorde de US$ 1,24 trilhão no ano passado, um aumento de 2% em relação a 2024, contradizendo o objetivo de Trump de diminuir essa disparidade econômica.

Análise Estratégica Financeira: Navegando a Incerteza Econômica

A economia dos EUA enfrenta um cenário de crescimento moderado, inflação persistente e um mercado de trabalho em desaceleração, contrastando com a narrativa de “era dourada”. Os impactos econômicos diretos e indiretos se manifestam no poder de compra reduzido dos consumidores e em custos operacionais elevados para empresas, especialmente aquelas dependentes de importações.

Os riscos financeiros incluem a possibilidade de a inflação se manter acima da meta do Fed, levando a juros mais altos e prolongando a pressão sobre as finanças pessoais e corporativas. Oportunidades podem surgir em setores resilientes e na busca por eficiência operacional para mitigar os efeitos dos custos crescentes.

Para investidores e empresários, a volatilidade e a incerteza exigem cautela estratégica. A análise de margens, custos e fluxo de caixa torna-se crucial para a tomada de decisões. Empresas com forte precificação e cadeias de suprimentos diversificadas tendem a navegar melhor este período.

O cenário futuro aponta para uma continuidade da vigilância do Fed sobre a inflação e possíveis ajustes na política monetária. A capacidade dos EUA de reequilibrar o crescimento com a estabilidade de preços será determinante para o desempenho econômico nos próximos anos, influenciando valuations e a atratividade do mercado americano.

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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