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Mercado Financeiro

Guerra no Oriente Médio e Crise de Grãos: Produtividade Ameaçada em 2027, Alerta Alexandre Mendonça de Barros

Por Vinícius Hoffmann Machado28 mar 20266 min de leitura
Guerra no Oriente Médio e Crise de Grãos: Produtividade Ameaçada em 2027, Alerta Alexandre Mendonça de Barros

Resumo

Economista Alexandre Mendonça de Barros prevê cenário desafiador para a produção de grãos em 2027, com impactos da guerra no Oriente Médio e outras variáveis econômicas.

O economista Alexandre Mendonça de Barros, um dos maiores especialistas na integração entre as cadeias de grãos e proteína animal, expressou preocupação com os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a produtividade agrícola brasileira. Embora as margens menores possam começar a ser sentidas já em 2026, o foco principal de seus receios recai sobre o ano de 2027, com projeções de queda na produção.

A disparada nos custos de frete, impulsionada pelo aumento do preço do petróleo, e uma possível contração na demanda chinesa por carne bovina são os principais obstáculos de curto prazo identificados pelo sócio-fundador da MB Agro. Esses fatores, em conjunto, podem impactar diretamente os preços dos grãos e seus derivados utilizados na alimentação animal.

Barros participou do 12º Simpósio Nutripura, em Cuiabá (MT), onde detalhou suas análises. Apesar dos desafios, ele também aponta para fatores que podem mitigar um cenário completamente negativo, como o aumento da demanda por biocombustíveis e uma recente sobra de fertilizantes, que temporariamente reduziu seus preços.

A fonte principal desta análise é o economista Alexandre Mendonça de Barros, cujas declarações foram registradas durante o 12º Simpósio Nutripura. A matéria se baseia em suas projeções e análises sobre o mercado de grãos e seus impactos na economia brasileira.

Impactos da Guerra e Custos de Produção Elevados

Um dos efeitos mais significativos da guerra no Oriente Médio, segundo Alexandre Mendonça de Barros, será a redução na aplicação de fertilizantes. O Oriente Médio é um fornecedor crucial de ureia e enxofre para o Brasil, matérias-primas essenciais para adubos nitrogenados e fosfatados. Com o conflito, os preços desses insumos dispararam, levando muitos produtores a adiar ou reduzir suas compras.

“O adubo explodiu, e o produtor parou de comprar. Esse pode vir a ser um choque importante”, ressaltou Barros. Ele lembrou que a falta de adubação adequada já foi um problema em 2025, devido à escassez de crédito. Portanto, 2027 pode marcar o segundo ano consecutivo com aplicação de fertilizantes abaixo do ideal, o que, em sua visão, impactará negativamente a produtividade agrícola, com projeções de queda para as safras de 2027/28.

“O prolongamento da guerra aumenta a chance de a próxima safra ser menor. Aproveitem a safrinha, talvez seja o último grão em conta que vamos ver por um longo tempo”, aconselhou a plateia, composta majoritariamente por pecuaristas.

China e o Mercado de Carne Bovina: Um Elo Crítico

Outro ponto de atenção levantado por Barros é a nova cota de importação de carne bovina estabelecida pela China. O país asiático limitou suas compras a 1,1 milhão de toneladas, um volume consideravelmente menor do que o exportado em 2025. Essa restrição pode levar a uma contração na demanda por carnes, com potenciais efeitos em cascata sobre os preços dos grãos e seus subprodutos utilizados na nutrição animal.

A integração entre as cadeias de grãos e proteína animal é um ponto forte da análise de Barros. Uma queda na demanda por carne pode desestimular a produção pecuária, impactando indiretamente o mercado de milho e soja, que são insumos essenciais para a ração animal. Essa interconexão torna a decisão chinesa um fator de risco relevante para o agronegócio brasileiro.

Oportunidades em Biocombustíveis e o Cenário Internacional

Apesar das preocupações, Alexandre Mendonça de Barros também identifica fatores que podem amenizar o cenário. O aumento da demanda por biocombustíveis, impulsionado pela alta do petróleo, representa uma oportunidade significativa. A elevação dos mandatos de biodiesel e etanol no Brasil e em outros países pode aumentar a procura por soja e milho, matérias-primas essenciais para esses combustíveis.

“E estamos começando a ver discussões em outros países viabilizando um consumo maior de biocombustíveis”, observou. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump decidiu elevar temporariamente a mistura obrigatória de etanol na gasolina. No Brasil, um aumento no mandato do biodiesel de B15 para B17, por exemplo, demandaria o esmagamento de 5 milhões de toneladas a mais de soja, gerando 4 milhões de toneladas de farelo para nutrição animal.

Essa dinâmica pode beneficiar a pecuária com uma redução nos custos de nutrição animal, impulsionando o setor. O especialista sugere que, com o aumento da oferta de farelo de soja e DDG (Dried Distillers Grains) proveniente do etanol de milho, os pecuaristas devem ficar atentos para oportunidades de compra quando os preços caírem.

Conclusão Estratégica Financeira: Navegando em Águas Turbulentas

Os impactos econômicos diretos e indiretos da guerra no Oriente Médio e das políticas comerciais globais são profundos. A elevação dos custos de produção, especialmente com fertilizantes e fretes, pressionará as margens dos produtores de grãos. A incerteza na demanda chinesa por carne bovina adiciona um risco significativo à cadeia de proteína animal.

Por outro lado, a alta do petróleo abre uma janela de oportunidade para o setor de biocombustíveis, com potencial para impulsionar a demanda por soja e milho e reduzir custos na pecuária. Investidores e gestores devem monitorar de perto a evolução do conflito, as políticas de importação da China e os mandatos de biocombustíveis para antecipar movimentos de mercado.

A minha leitura do cenário é que a volatilidade será a norma. A capacidade de adaptação e a diversificação de mercados serão cruciais para mitigar riscos. Para investidores, o setor de biocombustíveis e empresas com forte atuação na cadeia de grãos e proteína animal podem apresentar oportunidades, mas com um perfil de risco elevado.

A tendência futura aponta para uma maior interconexão entre geopolítica, preços de commodities e segurança alimentar global. O cenário provável é de preços mais elevados e maior volatilidade para os grãos e derivados nos próximos anos, exigindo uma gestão de risco proativa e estratégica.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você achou dessas projeções? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários abaixo. Sua perspectiva é muito importante!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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