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Mercado Financeiro

Ações de Dividendos vs. Tesouro IPCA+ com Juro Real de 7%: Onde Investir para Superar a Renda Fixa?

Por Vinícius Hoffmann Machado23 abr 20267 min de leitura
Ações de Dividendos vs. Tesouro IPCA+ com Juro Real de 7%: Onde Investir para Superar a Renda Fixa?

Resumo

Ações de Dividendos vs. Tesouro IPCA+ com Juro Real de 7%: Onde Investir para Superar a Renda Fixa?

Com os títulos do Tesouro IPCA+ oferecendo juros reais atrativos, na casa dos 7% ao ano, investidores se deparam com um dilema: vale a pena manter ou aumentar a exposição a ações que pagam dividendos buscando retornos similares? A resposta dos especialistas é um retumbante sim, mas com ressalvas importantes sobre a seleção de ativos e a construção de um portfólio equilibrado.

A diferença fundamental reside na natureza dos investimentos. Enquanto o Tesouro IPCA+ trava a rentabilidade real no momento da compra, garantindo um prêmio sobre a inflação, as ações não oferecem a mesma segurança. A distribuição de proventos, embora possa ser previsível em algumas empresas, depende dos lucros e das decisões de governança corporativa, não sendo uma obrigação contratual.

A discussão se torna ainda mais relevante em um cenário econômico de juros elevados e incertezas. A busca por renda passiva e a necessidade de superar a inflação com um retorno real consistente colocam o Tesouro IPCA+ como uma opção de segurança. Contudo, a análise aprofundada de especialistas sugere que as ações, quando bem escolhidas, ainda podem oferecer um potencial de ganho superior a longo prazo, combinando dividendos com valorização do capital e crescimento dos proventos.

Fonte: InfoMoney

O Argumento a Favor das Ações de Dividendos: Mais que o Yield de Hoje

O diferencial das ações de dividendos, segundo Fernando Benavenuto, sócio da Anvex Capital, não está apenas no retorno imediato (yield), mas sim no potencial de crescimento desse yield sobre o custo de aquisição ao longo de cinco ou dez anos. A lógica é que, enquanto o título público fixa o retorno, a ação acompanha a dinâmica da economia real.

Lucas Girão, economista da B7 Business School, complementa, explicando que os lucros que geram dividendos tendem a ser reajustados pela inflação. Isso ocorre através do repasse de preços nos produtos e serviços das companhias, permitindo que o dividendo cresça em termos reais.

Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, reforça essa visão ao afirmar que uma ação bem selecionada pode entregar três camadas de ganho que o Tesouro não oferece: o dividendo em si, o crescimento desse provento ao longo do tempo e a potencial valorização do próprio papel no mercado.

Os Riscos e Equívocos na Comparação com a Renda Fixa

Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, alerta para a importância do horizonte de investimento. Ele enfatiza que ações não são renda fixa, mesmo em setores considerados estáveis. Quanto menor o prazo do investidor, menor deve ser a exposição a ações, dada a sua volatilidade inerente.

Um dos equívocos mais perigosos, segundo Benavenuto, é tratar ações de dividendos como equivalentes à renda fixa. Um yield alto sem uma análise criteriosa da cobertura do dividendo e da sustentabilidade do caixa da empresa pode ser uma armadilha. Isso pode ocorrer quando o preço da ação cai devido a fundamentos deteriorados, inflacionando artificialmente o percentual do yield.

Paulo Monteiro, Head da Gravus Capital, endossa esse alerta. É crucial lembrar que dividendos não são uma obrigação contratual, mas sim uma decisão de governança que depende diretamente dos lucros. Além disso, o investimento em ações carrega o risco de destruição do capital principal, onde uma desvalorização severa pode anular ganhos acumulados em anos.

O Cenário Atual: Oportunidades e Desafios na Seleção de Ações

Com juros elevados, empresas pagadoras de dividendos se tornaram mais procuradas, o que, em muitos casos, encareceu seus papéis. Benavenuto aponta que setores como energia elétrica e saneamento, historicamente associados a bons dividendos, se beneficiaram do fluxo estrangeiro e viram seus yields comprimidos.

Girão alerta que um valuation esticado pode prejudicar o retorno ao acionista. Quando o preço da ação sobe por otimismo do mercado e o dividendo permanece estável, o rendimento percentual cai. O desafio atual é encontrar empresas que ainda ofereçam um prêmio sobre o Tesouro IPCA+ 7%.

Apesar disso, o mercado apresenta distorções que podem ser exploradas por investidores com uma seleção apurada. Belitardo destaca que nem todos os setores estão caros. Ele menciona companhias elétricas como CPFL Energia (CPFE3) e Cemig (CMIG4) com projeções de proventos acima de 9%. Fora desse setor, ele enxerga oportunidades em bancos focados no mercado corporativo (ABC Brasil – ABCB4, Banco do Brasil – BBAS3), seguradoras (BB Seguridade – BBSE3, Caixa Seguridade – CXSE3) e empresas de logística e locação pesada (Vamos – VAMO3, JSL – JSLG3, Movida – MOVI3).

Benavenuto também observa que setores penalizados pelos juros altos, como telecomunicações e varejo de qualidade, podem apresentar múltiplos mais atrativos e geração de caixa consistente. Minotto sugere que, com as gigantes da bolsa já mais caras, as maiores chances de rentabilidade podem estar em empresas de menor capitalização, as small caps.

Conclusão Estratégica Financeira: Equilíbrio é a Chave

A estratégia sugerida pelo consenso de especialistas para montar uma carteira geradora de renda passiva no cenário atual é o equilíbrio. A ideia é combinar a segurança da renda fixa soberana com o potencial de crescimento dos ativos de risco.

Girão recomenda alocar a maior parte do patrimônio, entre 60% e 70%, no Tesouro IPCA+. Essa fatia garante a segurança e a rentabilidade real, aproveitando a janela histórica de juros. A parcela restante em ações deve focar na captura de valorização e na distribuição orgânica de lucros.

Para perfis mais conservadores ou em fase de construção de patrimônio, Paulo Monteiro sugere iniciar com uma alocação de 90% em renda fixa e 10% em renda variável. A proporção de ações pode ser aumentada gradualmente, conforme o investidor se sentir mais confiante e compreender melhor os riscos envolvidos.

Os impactos econômicos diretos dessa estratégia envolvem a proteção do poder de compra através do Tesouro IPCA+ e a busca por ganhos de capital e renda passiva via dividendos. Indiretamente, a alocação em ações de qualidade contribui para o desenvolvimento corporativo e a geração de valor nas empresas. Os riscos residem na volatilidade do mercado acionário e na possibilidade de desvalorização do capital principal, enquanto as oportunidades se encontram na diversificação setorial e na seleção criteriosa de ativos com bom potencial de crescimento e pagamento de proventos.

Para investidores, a mensagem é clara: a diversificação e o conhecimento dos ativos são fundamentais. A tendência futura aponta para um cenário onde a combinação de segurança e crescimento será cada vez mais valorizada. A capacidade de identificar empresas resilientes e com bom potencial de dividendos, mesmo em um ambiente de juros elevados, será um diferencial competitivo.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

E você, o que pensa sobre essa comparação? Acredita que as ações de dividendos ainda valem a pena diante do juro real de 7% do Tesouro IPCA+? Compartilhe sua opinião, dúvidas ou críticas nos comentários!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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