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Mercado Financeiro

Hapvida (HAPV3): O Conselho de Administração é um dos mais bem pagos do Ibovespa, mas a empresa destrói valor para acionistas

Por Vinícius Hoffmann Machado03 abr 20266 min de leitura
Hapvida (HAPV3): O Conselho de Administração é um dos mais bem pagos do Ibovespa, mas a empresa destrói valor para acionistas

Resumo

Hapvida (HAPV3): Conselho milionário em meio a destruição de valor para acionistas levanta debates sobre governança corporativa

A Hapvida (HAPV3), uma das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, está no centro de um debate acirrado envolvendo a remuneração de seu Conselho de Administração. Dados recentes apontam que os conselheiros da companhia devem receber um montante expressivo de R$ 57 milhões neste ano, posicionando a Hapvida entre as empresas do Ibovespa com os maiores pagamentos a seus conselheiros. Este valor, que se assemelha ao pago pelo Itaú Unibanco (ITUB4), levanta questionamentos sobre a adequação da estrutura de remuneração frente ao desempenho da empresa.

A situação se torna ainda mais crítica quando analisamos a proporção desses pagamentos em relação ao valor de mercado e ao lucro estimado da companhia. Enquanto para bancos como o Itaú, a remuneração do conselho representa uma fração mínima do valor de mercado (cerca de 0,01%), na Hapvida, ela equivale a 20% do lucro estimado para o ano. Essa disparidade, aliada a uma queda expressiva de 85% no valor das ações desde o IPO em 2018, tem gerado preocupações entre os acionistas.

A análise é feita pela Squadra, uma gestora com quase 7% de participação na Hapvida, que emitiu uma carta criticando veementemente a política de remuneração e pedindo mudanças no conselho. A gestora destaca que a remuneração prevista para o conselho da Hapvida é a mais elevada como proporção do market cap no Ibovespa, superando em larga distância a segunda colocada, a Minerva. Em 2023 e 2024, os pagamentos já somaram R$ 67 milhões e R$ 60 milhões, respectivamente, consolidando a empresa no grupo das que melhor remuneram seus conselhos.

Fonte: Informação baseada em dados da Squadra

Remuneração do Conselho: Um Modelo Incompatível com Boas Práticas de Governança?

A Squadra argumenta que o modelo de remuneração adotado pela Hapvida para seu Conselho de Administração é incompatível com as melhores práticas de governança corporativa. Segundo a gestora, a remuneração variável e atrelada a métricas centrais da remuneração da Diretoria Executiva compromete a independência do órgão. O Código de Melhores Práticas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) preconiza que a remuneração dos conselheiros seja predominantemente fixa e que sua estrutura difira da diretoria, dada a natureza distinta de suas funções.

A crítica se intensifica ao observar que, entre 2023 e 2024, mesmo diante da expressiva destruição de valor para os acionistas, o bônus pago ao conselho atingiu 94% do total previsto caso as metas fossem integralmente alcançadas. A gestora considera que essa estrutura revela um Conselho de Administração em descompasso com a atual situação financeira da companhia e com seu próprio desempenho.

Números Preocupantes da Hapvida: Perda de Beneficiários e Incertezas Operacionais

Os resultados financeiros da Hapvida nos últimos trimestres têm sido motivo de grande preocupação. No quarto trimestre de 2025, a operadora reportou números ainda mais desastrosos do que nos períodos anteriores, quando suas ações já haviam sofrido quedas significativas. Um dos destaques negativos foi a perda de 140 mil beneficiários no trimestre, um reflexo direto de um desequilíbrio entre vendas e retenção, com cancelamentos superando as novas adesões.

Essa perda de clientes sugere uma insatisfação com os serviços prestados, conforme admitido pelo próprio CEO em declarações recentes. Além disso, a empresa continua a enfrentar desafios antigos que impactam seu balanço, como o aumento da sinistralidade e a falta de clareza sobre os ganhos de sinergia esperados após a aquisição da NotreDame Intermédica. Esses fatores adicionam camadas de incerteza à performance futura da companhia.

O CEO da Hapvida e sua Remuneração Milionária

Em paralelo à discussão sobre a remuneração do conselho, a figura do CEO da Hapvida, Jorge Pinheiro, também tem sido alvo de atenção. Membro da família controladora, Pinheiro figura entre os executivos mais bem pagos do Brasil, com uma remuneração total de R$ 110 milhões nos períodos de 2023 e 2024. Essa alta remuneração, em um contexto de desempenho operacional e acionário aquém das expectativas, intensifica o debate sobre a alocação de recursos e a criação de valor para todos os stakeholders.

Posicionamento da Hapvida Diante das Críticas

Diante da carta enviada pela Squadra e das críticas que circulam no mercado, a Hapvida emitiu um comunicado oficial. A companhia informou que recebeu o documento e que o Conselho de Administração está analisando a carta com a devida atenção. A operadora afirmou que se manifestará oportunamente sobre o assunto, indicando que um posicionamento mais detalhado sobre as preocupações levantadas pela gestora será divulgado em breve.

Conclusão Estratégica Financeira: Governança e Valor para o Acionista em Xeque

A situação da Hapvida levanta questões cruciais sobre a relação entre governança corporativa e a criação de valor para o acionista. Os altos pagamentos aos conselheiros, em um cenário de forte desvalorização das ações e perdas de beneficiários, geram um desalinhamento percebido entre a remuneração dos gestores e o desempenho da empresa. Isso pode impactar diretamente o valuation da companhia, afastando potenciais investidores e pressionando o preço das ações a curto e médio prazo.

Para investidores, a análise crítica da estrutura de remuneração e a busca por transparência e alinhamento de interesses tornam-se fundamentais. A oportunidade reside na possibilidade de uma reestruturação interna que priorize a sustentabilidade do negócio e a geração de valor a longo prazo, o que poderia reposicionar a Hapvida no mercado. O risco, contudo, é a manutenção do modelo atual, que pode perpetuar a destruição de valor e a insatisfação dos acionistas.

Minha leitura é que o mercado aguarda com expectativa as próximas movimentações da Hapvida e a resposta do Conselho de Administração às críticas da Squadra. A tendência futura dependerá fortemente da capacidade da empresa em demonstrar um compromisso genuíno com a melhoria da governança e com a recuperação de sua performance operacional e financeira. Um cenário de mudanças estruturais e maior foco na eficiência e satisfação do cliente seria o mais promissor para reverter o quadro atual.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você pensa sobre a remuneração dos conselheiros da Hapvida em relação ao desempenho da empresa? Deixe sua opinião, dúvida ou crítica nos comentários!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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