@EruptionGlobal

📊 AO VIVO
💱 Moedas💵USD/BRLDólar AmericanoR$ 5,2585💶EUR/BRLEuroR$ 6,0977💷GBP/BRLLibra EsterlinaR$ 7,0547🇯🇵JPY/BRLIene JaponêsR$ 0,0331🇨🇳CNY/BRLYuan ChinêsR$ 0,7625🇨🇭CHF/BRLFranco SuíçoR$ 6,6807🇦🇷ARS/BRLPeso ArgentinoR$ 0,0036🇲🇽MXN/BRLPeso MexicanoR$ 0,2956🇨🇦CAD/BRLDólar CanadenseR$ 3,8323🇦🇺AUD/BRLDólar AustralianoR$ 3,6851🪙 CriptoBTC/BRLBitcoinR$ 369.728,00 ▼ -0,13%ΞETH/BRLEthereumR$ 11.301,82 ▲ +0,61%SOL/BRLSolanaR$ 476,07 ▼ -0,37%🔶BNB/BRLBinance CoinR$ 3.342,94 ▲ +0,16%💎XRP/BRLRippleR$ 7,410 ▼ -1,04%🐕DOGE/BRLDogecoinR$ 0,4975 ▲ +1,14%🔵ADA/BRLCardanoR$ 1,390 ▲ +1,77%🔺AVAX/BRLAvalancheR$ 50,31 ▲ +0,96%🔗LINK/BRLChainlinkR$ 48,40 ▲ +1,69%DOT/BRLPolkadotR$ 7,32 ▼ -1,27%🔘LTC/BRLLitecoinR$ 295,27 ▲ +1,53%TRX/BRLTronR$ 1,6000 ▼ -0,36%XLM/BRLStellar LumensR$ 0,9142 ▲ +5,12%VET/BRLVeChainR$ 0,03768 ▲ +2,19%🦄UNI/BRLUniswapR$ 18,88 ▲ +0,77%🥇 Metais🥇OUROGold / oz (XAU)R$ 23.709,00 /oz ▲ +2,34%🥇PAXGPAX Gold / ozR$ 23.729,00 /oz ▲ +2,16%💱 Moedas💵USD/BRLDólar AmericanoR$ 5,2585💶EUR/BRLEuroR$ 6,0977💷GBP/BRLLibra EsterlinaR$ 7,0547🇯🇵JPY/BRLIene JaponêsR$ 0,0331🇨🇳CNY/BRLYuan ChinêsR$ 0,7625🇨🇭CHF/BRLFranco SuíçoR$ 6,6807🇦🇷ARS/BRLPeso ArgentinoR$ 0,0036🇲🇽MXN/BRLPeso MexicanoR$ 0,2956🇨🇦CAD/BRLDólar CanadenseR$ 3,8323🇦🇺AUD/BRLDólar AustralianoR$ 3,6851🪙 CriptoBTC/BRLBitcoinR$ 369.728,00 ▼ -0,13%ΞETH/BRLEthereumR$ 11.301,82 ▲ +0,61%SOL/BRLSolanaR$ 476,07 ▼ -0,37%🔶BNB/BRLBinance CoinR$ 3.342,94 ▲ +0,16%💎XRP/BRLRippleR$ 7,410 ▼ -1,04%🐕DOGE/BRLDogecoinR$ 0,4975 ▲ +1,14%🔵ADA/BRLCardanoR$ 1,390 ▲ +1,77%🔺AVAX/BRLAvalancheR$ 50,31 ▲ +0,96%🔗LINK/BRLChainlinkR$ 48,40 ▲ +1,69%DOT/BRLPolkadotR$ 7,32 ▼ -1,27%🔘LTC/BRLLitecoinR$ 295,27 ▲ +1,53%TRX/BRLTronR$ 1,6000 ▼ -0,36%XLM/BRLStellar LumensR$ 0,9142 ▲ +5,12%VET/BRLVeChainR$ 0,03768 ▲ +2,19%🦄UNI/BRLUniswapR$ 18,88 ▲ +0,77%🥇 Metais🥇OUROGold / oz (XAU)R$ 23.709,00 /oz ▲ +2,34%🥇PAXGPAX Gold / ozR$ 23.729,00 /oz ▲ +2,16%
⟳ 20:55
HomeMercado FinanceiroBanco Mundial Admite Erro Histórico: A Era do Livre Mercado Puro Acabou e o Estado Volta com Força na Indústria
Mercado Financeiro

Banco Mundial Admite Erro Histórico: A Era do Livre Mercado Puro Acabou e o Estado Volta com Força na Indústria

Por Vinícius Hoffmann Machado18 mar 20265 min de leitura
Banco Mundial Admite Erro Histórico: A Era do Livre Mercado Puro Acabou e o Estado Volta com Força na Indústria

Resumo

Banco Mundial Revê Doutrina do Livre Mercado e Redescobre o Valor da Política Industrial

O Banco Mundial, uma das instituições financeiras mais influentes do mundo, anunciou nesta terça-feira (17) uma **revisão significativa de sua abordagem econômica**, admitindo um erro que perdurou por mais de trinta anos. A instituição agora passa a defender a política industrial, um conjunto de estratégias que envolvem intervenções estatais em setores estratégicos da economia, em um momento em que governos ao redor do globo buscam novas formas de impulsionar o crescimento.

Essa mudança de rumo é um reconhecimento de que o receituário do livre mercado puro, defendido intensamente por décadas, pode não ser a única ou a melhor via para o desenvolvimento. A instituição agora volta a dar espaço para o papel do Estado na condução da economia, algo que havia sido deixado de lado em favor de uma abordagem mais liberalizante.

A decisão do Banco Mundial de reabilitar a política industrial vem em um contexto global de crescente interesse em estratégias que visam fortalecer setores produtivos nacionais, seja através de subsídios, tarifas ou outros incentivos. Essa nova diretriz, conforme divulgado pela instituição, busca oferecer um caminho mais pragmático para o desenvolvimento econômico.

O Erro de 1993 e o Estigma da Política Industrial

Em 1993, o Banco Mundial publicou um estudo sobre o sucesso econômico dos países do Leste Asiático. Na época, apesar de notar a ligação entre o rápido crescimento dessas economias e as intervenções governamentais em setores-chave, a instituição concluiu de forma controversa que essas políticas eram um “fracasso custoso”. Essa avaliação ajudou a “estigmatizar” a política industrial, justamente quando a globalização ganhava força.

A recomendação vigente era clara: governos deveriam permitir que os mercados operassem livremente, com poucas barreiras comerciais, mantendo inflação baixa, contas públicas equilibradas e focando em investimentos em educação e infraestrutura. O economista-chefe do banco, Indermit Gill, admitiu que esse conselho “não envelheceu bem”, comparando sua utilidade prática à de um disquete.

A Reavaliação e o Exemplo da Coreia do Sul

Ao reavaliar as evidências, o novo relatório do Banco Mundial conclui que o “grande impulso” dado pelo governo da Coreia do Sul nos anos 1970, ao apoiar as indústrias pesadas e químicas, foi fundamental. Essa política elevou o tamanho da economia sul-coreana em cerca de 3% ao ano, demonstrando que não foi um fracasso, nem particularmente custoso, como antes se defendia.

Apesar do estigma imposto, muitos países, como a China, nunca abandonaram completamente a política industrial, recorrendo a diversas intervenções durante seus períodos de crescimento acelerado. Atualmente, até economias desenvolvidas, incluindo os Estados Unidos, têm adotado medidas semelhantes.

Política Industrial Volta com Força e Novos Instrumentos

O Banco Mundial afirma que a política industrial, definida como o conjunto de instrumentos usados pelos governos para influenciar o que uma economia produz, “voltou com força”. O relatório destaca exemplos como a Romênia, que ofereceu incentivos fiscais a engenheiros de software, transformando o país em um polo tecnológico.

Surpreendentemente, 80% dos economistas do próprio Banco Mundial afirmaram que governos buscaram orientação sobre como usar melhor a política industrial no último ano. O novo relatório apresenta recomendações sobre 15 instrumentos, indo além de tarifas e subsídios, mas alerta que a estratégia não é uma “solução mágica” para o crescimento.

Desafios e Eficácia da Política Industrial

Indermit Gill ressalta que governos de economias em desenvolvimento frequentemente erram não por escolher a política industrial errada, mas pelo “uso de instrumentos pouco precisos”, como tarifas amplas e subsídios generalizados, em vez de medidas mais direcionadas, como parques industriais e programas de qualificação.

Economias avançadas, com melhor estrutura administrativa e mais recursos, tendem a ter maior capacidade de implementar essas políticas de forma eficaz. No entanto, são os países em desenvolvimento que mais utilizam essas ferramentas. Em economias com renda per capita entre US$ 5 mil e US$ 14 mil, os subsídios às empresas já equivalem, em média, a 4,2% do PIB, o maior nível já registrado.

O Banco Mundial estima que 183 países adotam políticas para impulsionar ao menos um setor, com países mais pobres mirando, em média, 13 indústrias. Apesar disso, impostos sobre importações, como os defendidos por Donald Trump, são mais comuns em países de baixa renda, onde tendem a ser menos eficazes, pois dependem de mercados amplos para funcionar bem.

Apesar da mudança de postura do Banco Mundial, a política industrial ainda enfrenta críticas. O Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, por exemplo, argumenta que essas políticas podem fragmentar economias, abrir espaço para corrupção e se prolongar além do necessário.

Compartilhar este artigo

Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Receba as principais análises direto no seu e-mail, sem spam.