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Mercado Financeiro

IA no Lucro: Apenas 6% Faturam Alto; McKinsey Revela o ‘Segredo’ Além da Tecnologia

Por Vinícius Hoffmann Machado28 set 20266 min de leitura
IA no Lucro: Apenas 6% Faturam Alto; McKinsey Revela o 'Segredo' Além da Tecnologia

Resumo

IA Ainda é Mito para 94% das Empresas: Entenda o que Separa Quem Lucra de Quem Empata

A inteligência artificial (IA) promete revolucionar negócios, mas a realidade mostra um cenário desafiador: apenas 6% das empresas conseguem atribuir 5% ou mais do seu lucro operacional à adoção dessa tecnologia. Isso significa que a vasta maioria, 94%, ainda não viu o investimento em IA se traduzir em resultados financeiros concretos. Um relatório recente da consultoria McKinsey & Company, intitulado “A vantagem do modelo operacional: Por que os vencedores da IA estão reconfigurando suas organizações”, joga luz sobre essa discrepância.

A grande questão que paira no mundo corporativo é: o que diferencia os negócios que realmente faturam com IA daqueles que lutam para sair do zero a zero? A resposta surpreendente, segundo a McKinsey, não reside primariamente na ferramenta de IA escolhida, mas sim na forma como as organizações reorganizam seus processos, operações e modelos de trabalho antes mesmo de implementar a tecnologia.

Este artigo explora o erro comum que muitas empresas cometem ao adotar a IA e revela a estratégia por trás das companhias que transformam essa tecnologia em um motor de lucratividade. Analisaremos como a adaptação de processos e a criação de agentes de IA personalizados podem ser a chave para desbloquear o verdadeiro potencial financeiro da inteligência artificial, com exemplos práticos de empresas brasileiras.

A atribuição das fontes é feita com base em dados e análises divulgados pela McKinsey & Company.

O Erro Comum: Acelerar sem Redesenhar Processos com IA

O “pulo do gato” para o sucesso com a IA, segundo o estudo da McKinsey, acontece muito antes da escolha da ferramenta. A maioria das empresas comete o erro de utilizar a IA apenas para acelerar atividades já existentes, sem repensar seu modelo operacional. O resultado é um trabalho mais rápido, mas preso a uma estrutura engessada e ineficiente.

Imagine uma empresa que adota IA para otimizar a análise de pedidos de reembolso. Uma tarefa que antes levava 20 minutos por funcionário para conferir documentos e emitir um parecer, com IA, cai para meros 5 minutos. No entanto, se todo o fluxo subsequente — aprovações, trâmites interdepartamentais e envio para o financeiro — permanecer inalterado, a IA apenas acelerou um gargalo específico, sem gerar uma melhoria sistêmica.

Essa abordagem fragmentada impede que o investimento em IA se converta em ganhos operacionais e financeiros significativos. As empresas que realmente prosperam são aquelas que conseguem reformular seus processos de forma holística, alinhando-os às novas possibilidades que a tecnologia oferece.

Redesenhando a Organização: O Caminho para a Vantagem Competitiva com IA

A verdadeira vantagem competitiva com a IA, como aponta o relatório da McKinsey, reside em redesenhar fundamentalmente como o trabalho é executado e como as decisões são tomadas. O sucesso a longo prazo depende de pessoas e modelos operacionais que são intrinsecamente apoiados pela tecnologia, e não apenas de sua aplicação superficial.

Empresas que já atribuem pelo menos 5% do seu EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) à inteligência artificial compartilham um traço comum: a promoção de um redesenho amplo e contínuo de seus modelos operacionais. Elas não veem a IA como uma ferramenta isolada, mas como um catalisador para a transformação organizacional.

Essas companhias remodelam a maneira como o trabalho é feito, identificam tarefas passíveis de automação e adaptam a tecnologia às suas necessidades específicas de negócio, buscando capturar valor de forma estratégica e integrada.

Agentes de IA Personalizados: A Nova Fronteira da Automação e Lucratividade

Uma das formas mais eficazes de transformar a lógica da IA em aplicabilidade prática e lucrativa é através da criação de agentes de IA personalizados. Diferentemente de ferramentas genéricas, esses agentes são capazes de executar tarefas específicas e se adaptar aos fluxos de trabalho únicos de cada negócio, maximizando a eficiência.

Um exemplo notável dessa abordagem vem do Brasil. A Empiricus Research, casa de análise financeira pioneira no ensino da tecnologia, lançou a “Fábrica de Agentes Autônomos de IA”. Esta iniciativa oferece um treinamento prático para a criação de agentes de inteligência artificial utilizando plataformas como ChatGPT e Claude Code, focando na automação de tarefas operacionais e repetitivas.

A Empiricus já colhe frutos significativos dessa estratégia. Somente no último ano, a empresa faturou cerca de R$ 150 milhões ao otimizar seus fluxos de produção com o uso desses agentes customizados. A proposta é que os alunos aprendam a construir e replicar esses agentes, adaptando a tecnologia às suas próprias necessidades e impulsionando a lucratividade.

Conclusão Estratégica: IA como Motor de Transformação e Valor Financeiro

A adoção bem-sucedida da inteligência artificial transcende a mera implementação tecnológica, exigindo uma profunda reconfiguração dos modelos operacionais e dos processos de trabalho. Empresas que conseguem integrar a IA de forma estratégica, redesenhando fluxos e automatizando tarefas com agentes personalizados, colhem benefícios financeiros expressivos, como demonstrado pelo caso da Empiricus.

O impacto econômico direto se manifesta na redução de custos operacionais e no aumento da eficiência produtiva. Indiretamente, a capacidade de inovar e responder mais rapidamente ao mercado pode impulsionar a receita e fortalecer a posição competitiva, refletindo positivamente no valuation da empresa. Para investidores, empresários e gestores, a mensagem é clara: o futuro do sucesso com IA passa pela adaptação organizacional e pela criação de soluções sob medida.

A tendência é que a personalização de agentes de IA se torne cada vez mais crucial, permitindo que empresas de todos os portes desbloqueiem novos níveis de produtividade e lucratividade. O cenário provável aponta para um mercado onde a capacidade de adaptar a IA às necessidades específicas do negócio será um diferencial competitivo determinante.

Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.

O que você pensa sobre a aplicação da IA nos negócios? Compartilhe sua opinião, dúvidas ou críticas nos comentários abaixo. Sua perspectiva é muito valiosa!

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Vinícius Hoffmann Machado
Fundador · Eruption Global

Engenheiro de Produção e especialista em finanças corporativas com mais de 13 anos de experiência em gestão estratégica de custos, planejamento orçamentário e análise de mercado. Fundador da Eruption Global, portal dedicado à análise econômica aplicada.

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