Eleições 2024: Paolo Di Sora da RPS Capital Revela Apostas Seguras para Proteger seu Dinheiro da Turbulência
Com a proximidade das eleições brasileiras, a incerteza econômica e política tende a aumentar, impactando diretamente os investimentos. Paolo Di Sora, sócio da gestora RPS Capital, lança um alerta sobre a exposição excessiva à renda fixa no Brasil, comparando o cenário atual com experiências passadas em mercados voláteis.
Di Sora defende uma estratégia mais defensiva, priorizando a proteção do patrimônio através de ativos reais e diversificação internacional. Sua análise, baseada em uma década de experiência em mercados como o argentino, sugere que a volatilidade eleitoral pode criar oportunidades únicas para quem estiver preparado.
A entrevista concedida ao programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, detalha as recomendações de Di Sora para navegar neste período de instabilidade. A meta é minimizar perdas e posicionar-se para colher frutos quando a calma retornar aos mercados.
Fonte: InfoMoney
A Alerta sobre a Renda Fixa Brasileira e a Busca por Ativos Reais
Paolo Di Sora expressa preocupação com o volume de capital alocado em renda fixa no Brasil, classificando-o como um risco considerável diante do cenário eleitoral. Ele lembra que a Argentina já vivenciou situações onde investidores de renda fixa “quebraram e não viram a cor do dinheiro”, uma lição que, em sua visão, não deve ser ignorada.
A sugestão do gestor é reduzir drasticamente a exposição a títulos de dívida brasileiros e migrar para ativos reais. Imóveis e ações de empresas sólidas, capazes de resistir melhor a choques econômicos e políticos, são apontados como alternativas mais seguras para preservar o patrimônio.
Essa mudança de estratégia visa criar uma carteira mais resiliente, capaz de atravessar o período de incerteza sem sofrer perdas significativas. A dolarização de parte do capital também é vista como um escudo importante contra a volatilidade cambial e a desvalorização da moeda local.
Investimentos Estratégicos no Brasil e a Dolarização do Capital
No mercado nacional, Di Sora identifica setores promissores que podem apresentar bom desempenho mesmo em um ambiente de incertezas. Energia, shoppings e empresas com forte vocação exportadora são áreas de interesse.
Ele destaca especificamente a Embraer (EMBR3) e a Vale (VALE3), esta última considerada subavaliada em relação ao preço atual do minério de ferro. A escolha dessas empresas se baseia em fundamentos sólidos e potencial de valorização, mesmo em um contexto de maior risco.
Para quem busca exposição internacional sem sair do Brasil, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e o índice S&P 500 são opções. Empresas americanas de renome, como a Coca-Cola (COCA34), são recomendadas como forma de proteção em dólar, agregando segurança à carteira.
Apostas de Crescimento no Exterior: Inteligência Artificial e Tecnologia
Fora do Brasil, o foco de Paolo Di Sora está no avanço disruptivo da inteligência artificial. Ele vê neste setor um potencial de investimento robusto e de longo prazo, com aplicações em empresas líderes nesse segmento.
Posições na taiwanesa TSMC (TSMC34) e na Nvidia (NVDC34) refletem essa aposta. O gestor acredita que essas companhias estão na vanguarda da revolução tecnológica e continuarão a atrair investimentos significativos nos próximos anos.
O Google (GOGL34) também figura na carteira de Di Sora como uma empresa com grande potencial de crescimento na corrida tecnológica. Em contrapartida, ele demonstra cautela com a economia europeia, considerada frágil e com investimentos de baixo retorno.
Navegando o Mercado de Fundos e Encontrando Oportunidades no Caos
Lucas Collazo aponta que o mercado de fundos de investimento atravessa um momento desafiador, com a concorrência de produtos isentos de impostos como LCIs e LCAs, além do crédito privado e fundos estruturados, que têm atraído recursos.
Diante desse cenário, a RPS Capital tem diversificado sua oferta, lançando produtos como o fundo RPS Long Bias Argentina. A solidez da governança corporativa da gestora é vista como um diferencial para a continuidade do negócio em tempos difíceis.
Apesar do pessimismo de curto prazo, Di Sora enxerga o setor financeiro como cíclico e prevê uma nova fase de alta. Ele acredita que a RPS estará bem posicionada para aproveitar as oportunidades quando esse ciclo se iniciar.
O gestor descarta a possibilidade de o Brasil se tornar uma nova Venezuela, mesmo em um cenário econômico adverso. Sua leitura é que o mercado brasileiro é ágil em se ajustar e que momentos de estresse frequentemente criam oportunidades raras de lucro.
Conclusão Estratégica Financeira: Proteção e Oportunismo no Período Eleitoral
A estratégia de Paolo Di Sora para atravessar o período eleitoral é clara: reduzir a exposição à renda fixa, aumentar a alocação em ativos reais e fortalecer a posição em dólar. O objetivo principal é proteger o capital de quedas abruptas e evitar ficar “preso” em aplicações de alto risco.
Ele prevê que as quedas de mercado durante o período eleitoral podem ser oportunidades de “encher a mão”, lembrando que ajustes rápidos, como os observados em governos passados, abrem janelas valiosas para investidores estratégicos. A agilidade nas operações e a diversificação internacional são chaves para mitigar riscos.
O impacto econômico direto da volatilidade eleitoral pode se manifestar em flutuações cambiais e na performance de ativos voláteis. Indiretamente, a percepção de risco pode afetar o fluxo de investimentos e a confiança do consumidor e empresário. Para investidores, o cenário exige cautela, mas também abre portas para a aquisição de ativos de qualidade a preços mais atrativos.
A tendência futura aponta para um período de ajuste e cautela, seguido por um potencial de recuperação caso a estabilidade política e econômica se consolide. O cenário provável na minha visão é de oportunidades pontuais para quem souber identificar e agir com rapidez, sempre com uma base defensiva sólida.
Este conteúdo é de caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira ou oferta de qualquer ativo. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões financeiras.
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